28 abril 2013

Ashes (Andy Brown, 2009)

I just want my heart to fall apart, 
 I probably should have told you all along, my angel. 
 I just want your love to fade away, 
 I just want your love to fade away, to ashes. 

 Beautiful, I should have told you from the first time I saw your eyes. 
 Beautiful, I should have told you all along. 
 I just want my heart to tear apart. 

 I probably should have told you from the start, my angel. 
That I just want your love to waste away. 
And I just want this love to fade away, to ashes.



Há muito tempo que uma canção, aparentemente inócua, não falava sobre mim. Sobre um amor que não arde, sobre palavras que não foram ditas, sobre o bloqueio emocional que nunca se explicou...

22 abril 2013

Candy Dulfer & Dave Stewart

Não percebo nada de música, mas gosto muito deste Lily was Here... ainda bem que esteve porque este diálogo entre o saxofone e a guitarra é sublime!

14 abril 2013

La faute à la vie

Enquanto não regressa às gravações Jean-Jacques Goldman vai escrevendo e sendo cantado por terceiros. Aqui na voz da actual cantora favorita dos franceses, a multi premiada internacionalmente Patricia Kaas (album Sexe Fort, de 2003).

Uma letra que retrata bem a sociedade actual - a sociedade "a culpa é dos outros".

Si j'avais, si, mais si toi tu n'avais pas
Pas de replay ici, ni ralenti
Le nom des victimes inconnues, c'est nous
Mais qui est le loup, le bandit
De preuves en manque de preuves, elle avoue
C'est la faute à la vie

On peut se perdre à chercher les sentences
On peut l'enfermer, la mettre à genoux
Mais qui se protège de ses malveillances
Se prive aussi de ses goûts les plus doux
Le cheminot n'évite pas la boue
C'est le côté pile, le prix
Alors on marche en comptant les cailloux
C'est la faut à la vie

La faute à la vie... à la vie

On veut des experts, on veut des pendables
Des assurances et bons de garantie
On veut du cartésien, du raisonnable
Pas de tempête et plus de maladie
On la traite de putain, chienne ou garce
Elle nous ignore, on sourit
Jusqu'à notre mort, son ultime farce
Quand elle nous oublie

C'est la faute à la vie... à la vie

On la traite de putain, chienne ou garce
Elle nous ignore, on sourit
Jusqu'à notre mort, son ultime farce
Oui même la mort eh oui

C'est la faute à la vie... la faute à la vie


13 abril 2013

Norah Jones


Em 2009, após uma  incursão por mundos da representação, Norah Jones lançou The Fall, cujo primeiro avanço Chasing Pirates segue a onda «naif» que lhe é tão característica.
Letras simples, com melancolia e alguns problemas amorosos (de certeza que é reflexo da dita crise). A minha favorita é: «I wouldn't need you», um hino à suplementaridade: porque é que precisamos do outro? Pretty obvious to me...


Em 2012, a intérprete regressaria aos álbuns originais com Little Broken Hearts, com uma faixa oportunamente intitulada After the Fall. Mas não é esta a melhor. Happy Pills, popularizada pela série Fairly Legal, é talvez o avanço menos monótono e interessante. Trying to keep myself away from you, ‘Cause you’re bad, bad news. With you gone, I’m alive, Makes me feel like I took happy pills, And time stands still.

13 março 2013

The Magic of Belle Isle (2012)

Monte Wildhorn é um escritor de westerns a quem a perda da mulher, vítima de cancro, atirou para os meandros da tristeza, da revolta e do alcoolismo. Sem inspiração ou vontade para viver ou escrever, vê-se
 "empurrado" para Belle Isle como guardador do cão de uma estrela musical. É então que a magia regressa.

Monte conhece a família O'Neill, uma mãe recém divorciada com as suas três filhas, rapidamente fica fascinado pela personalidade de Finn, a filha do meio de Charlotte dotada de uma grande generosidade para com Carl, um jovem especial, visto como retardado pela vila. Finn é uma apaixonada por histórias e adopta Monte como seu mentor, desenrolando-se uma grande amizade entre ambos.

The Magic of Belle Isle (2012) Poster

Um filme sobre amizade entre gerações, o retrato de que todos precisamos uns dos outros nem que seja para imaginar "o que não está lá". Quando presos entre paredes, ou em salas de portas fechadas, precisamos de olhar para além do sufoco e do que nos prende a esse lugar escuro e sem ar. Monte ensina Finn a olhar para o horizonte e falar do que não está lá, permitindo-lhe assim encontrar um sentido, um motivo de vida. Mas é então que também ele encontra um motivo para "sair" da cadeira de rodas, das suas limitações físicas, e vencer as limitações da sua imaginação agrilhoada à dor da perda.

"one of the great pleasures life has to offer is their own search after the heart."

"and a face that gives the moonlight something worth shining on."

"It's sunny outside. There's a light rainfall. You know how it feels when a warm breeze comes with the rain? That's how you walk into a room."


Um filme que me fez sorrir e sentir leve!

09 março 2013

CloClo [Claude François] (2011)

Cloclo filme biográfico de Claude François, cantor e empresário musical francês tragicamente desaparecido a 11 de março de 1978, aos 39 anos.

Claude François, já por aqui o disse, foi uma referência musical da minha infância devido a uma K7 lilás comprada pela minha mãe no supermercado. O último trabalho em vida do cantor marcado pelo disco sound e cujos tubes foram Alexandri, Alexandra; Magnolia Forever e Et je T'aime tellement.



O filme mostra um cantor de multidões, versátil e inovador, que tinha por objectivos: ser bom no que fazia e ser amado. Sentiu-se mal amado e cantou-o (le mal aimé), sentiu-se aborrecido e transformou isso no maior sucesso internacional (Comme D'habitude) não propriamente em francês, mas graças à adaptação de Frank Sinatra (My Way). 

Foram essencialmente o amor e as mulheres que o inspiraram, como mostram: Rubis, L'amour vient l'amour va, , mas acima de tudo foram as relações humanas, o romantismo e a fusão de sons que o tornaram um cantor de multidões, um cantor para pobres... mas também um homem só e infeliz.

Felizmente, o cinema desfaz o mistério em torno da sua morte. Por momentos, pensei que a solidão e o comportamento impulsivo o conduziriam ao vício do álcool ou das drogas, mas o seu perfeccionismo com a aparência refrearam o "caminho mais fácil". Claude François acabaria por morrer num trágico acidente ao tentar arranjar uma lâmpada quando terminava um duche.



 Um filme realizado por  Florent Emilio Siri e protagonizado por Jérémie Renier, devidamente assessorados por Claude François Jr. e por Marc François, filhos do cantor e actuais gestores da sua herança. É evidente pelo filme que o filhos eram demasiados jovens para se lembrarem do pai, particularmente da sua obsessão com a carreira, com os detalhes e com as mulheres, e pouco abonou o corte de relações da irmã do cantor, Josette François, uma das suas relações mais estáveis e constantes ao longo da vida. Os desentendimentos não são com certeza alheios à representação de Josette e de Chouffa (mãe) como autênticas "sanguessugas" de dinheiro. Especialmente, a mãe do cantor, viciada em poker estaria na origem de graves problemas financeiros do cantor e até por um atentado a tiro de que foi vítima.

10 fevereiro 2013

Semente

Se houvesse uma semente 
Que eu pudesse semear 
Eu fazia um canteiro 
No melhor do meu jardim 
Protegia-o da geada 
Dava-lhe o sol a beijar 
Tratava do meu canteiro 
Como se fosse de mim 

E se a flor tivesse as cores 
E os reflexos da tua voz 
Se tivesse o mesmo cheiro 
E o porte que já te vi 
A guerrilha que eu teria 
Plantada no meu jardim 
Pintada na minha alma 
Se não te posso ter a ti 

(João Portugal)


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