28 setembro 2011

Manuscritos do Mar Morto

A notícia chegou-me pelo agregador de comunicação Fibra e conta-me que:

Os Manuscritos do Mar Morto, que incluem as mais antigas escrituras bíblicas, estão agora online. A digitalização dos escritos está a ser realizada através de uma parceria entre o Museu de Israel, onde estão grande parte dos manuscritos, e a Google.
 

Os textos estiveram preservados em cavernas nas margens do Mar Morto, até serem descobertos, em 1947, por um pastor. As explorações levadas a cabo depois da descoberta permitiram reunir perto de 900 textos. Entre outros tópicos, abordam visões críticas da vida e religião de Jerusalém, o surgimento da bíblia hebraica e o nascimento do cristianismo.

Já estão disponíveis online cinco manuscritos: Livro de Isaías, Livro das Regras da Comunidade, Comentário sobre [o profeta] Habakkuk, Livro do Templo e Livro da Guerra. As fotografias das escrituras, capturadas pelo fotógrafo Ardon Bar-Hama, têm uma resolução de 1.200 megapíxies, possibilitando a visualização de pormenores  invisíveis a olho nu.

“Temos o privilégio de guardar aqui no Santuário do Livro do Museu de Israel o mais completo e mais bem preservado conjunto de Manuscritos do Mar Morto jamais descoberto. Agora, através desta parceria com a Google, podemos levar estes tesouros à maior audiência pensável”, asseguram os responsáveis máximos do museu. O chefe do departamento de Investigação e Desenvolvimento da Google Israel, Yossi Matias, acredita que “a Internet rompeu barreiras que havia entre as fontes de informação e as pessoas”.

24 setembro 2011

Clarice Lispector

 
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até adormecer, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas em frente ao espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer desaparecer.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta no meu canto.
Já sorri a chorar lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já parti pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora quem eu amava.
Já chamei pela minha mãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí?
EU ADORO VOAR!
Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto

a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.

Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes

não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante

é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar

duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
(poema duplo: ler de cima para baixo e de baixo para cima "não te amo mais" foi o primeiro poema de Lispector que li e, sem dúvida, o mais sui generis. Gosto particularmente da versão de baixo para cima)
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
[ando há que tempos para "falar" com esta senhora. A poesia eu já amava e a FNAC resolveu pô-la em saldos. Infelizmente ainda não consegui ler Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres que adormeceu na mesa de cabeceira...]
 
Meu Deus, me dê a coragem

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar.

16 setembro 2011

Miami Medical

Mais uma série do incontornável produtor Jerry Bruckheimer, mais um light entertainment product que serve apenas para esvaziar a cabeça das preocupações e dos afazeres do dia a dia, sem esforço adicional. Não é uma série que faça pensar ou que ensine algo. Não é um conceito original: equipa de médicos de trauma que socorrem um conjunto de pacientes em cada episódio.

A originalidade está no conjunto de actores: o britânico Jeremy Bentham, mais conhecido por trabalhos de época (The Tudors, The Golden Bowl, Emma...), o menino bonito Mike Vogel, a latina Lana Parilla, a sexy Elisabeth Harnois e nurse Omar Gooding (irmão mais novo do Cuba Gooding Jr).


Apesar da série já ter sido cancelada para CBS, com apenas 13 episódios (e possíveis 5 adicionais), fica a memória de mais um trabalho apreciado de Jeremy Northam.


27 agosto 2011

Tormented Self-Portrait (Susie at Arles), por Ashley Bickerton

Auto-retrato atormentado de 1987-88, de Ashley Bickerton, pintura/escultura sobre lona em polímero sintético, bronze em pó e laca sobre madeira, alumínio anodizado, borracha, plástico, fórmica, couro e aço cromado




Em exposição no MoMA de Nova Iorque, este auto-retrato não tem a forma de um rosto, ou sequer perfil humano. É um aglomerado de marcas, logótipos e ícones comerciais e pessoais, que representam a forma como a identidade é experimentada na actualidade. Quando questionado sobre o que é a identidade contemporânea, Bickerton responde que é um conjunto de escolhas, de marcas que ostentamos na nossa apresentação ao outro.


Esteticamente desagrada-me, mas constitui um murro no estômago. Afinal, já ninguém nos pergunta o que somos, a grande questão actual é: se fosse uma marca qual seria? "descreva-me o seu quotidiano em marcas..."


Não gosto! Abomino!

24 agosto 2011

Ilumina-me




Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p'ra mim.


Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p'ra ti.


Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.


Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.


Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.



[Numa época em que Abrunhosa apresenta pelo país o álbum Longe, dando especial destaque ao novo single Não desistas de mim, eu recupero hits anteriores... Como são fantásticas: Eu não sei quem te perdeu, Pontes entre nós, Deixas em mim tanto de ti, e É difícil].



17 agosto 2011

A living Prayer





In this world I walk alone
With no place to call my home,
But there's one who holds my hand
Through rugged roads, through barren lands.
The way is dark, the road is steep,
But He's become my eyes to see,
The strength to climb, my griefs to bear.
The Savior lives inside me there.

Chorus:

In Your love I find relief,
A haven from my unbelief.
Take my life and let me be
A living prayer, my God, to Thee.

 

In these trials of life I find
Another voice inside my mind.
He comforts me and bids me live
Inside the love the Father gives.

In Your love I find relief,

A haven from my unbelief.
Take my life and let me be
A living prayer, my God, to Thee.

Take my life and let me be

A living prayer, my God, to Thee.

12 agosto 2011

Credo Recital, pela Comunitá Cenacolo (Medjugorje)




Apresentado no Mladifest, Youth International Festival de Medjugorje em ano de celebração dos 30 anos das Aparições de Nossa Senhora da Paz, o Credo Recital é um espectáculo musical posto em cena pelos jovens da obra da Irmã Elvira, Comunita Cenacolo. Ex-toxicodependentes, órfãos, jovens perdidos com uma única coisa em comum ao princípio: a língua italiana; e com muita coisa em comum durante: o amor fraterno, a comunidade, a humanidade, o sofrimento e a alegria.

Ninguém diria que são amadores, que foram marginais, que têm histórias de vida pungentes, pois o que transmitem em palco e pelas ruas de Medjugorje é alegria, entrega e muita bondade!

O espectáculo será apresentado nas Jornadas Mundiais da Juventude, já na próxima semana, com a presença e alto patrocínio de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Aqui ficam 2 excertos (Anunciação e Nascimento).









Hvala Marija, Kraljice Mira