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12 agosto 2011

Credo Recital, pela Comunitá Cenacolo (Medjugorje)




Apresentado no Mladifest, Youth International Festival de Medjugorje em ano de celebração dos 30 anos das Aparições de Nossa Senhora da Paz, o Credo Recital é um espectáculo musical posto em cena pelos jovens da obra da Irmã Elvira, Comunita Cenacolo. Ex-toxicodependentes, órfãos, jovens perdidos com uma única coisa em comum ao princípio: a língua italiana; e com muita coisa em comum durante: o amor fraterno, a comunidade, a humanidade, o sofrimento e a alegria.

Ninguém diria que são amadores, que foram marginais, que têm histórias de vida pungentes, pois o que transmitem em palco e pelas ruas de Medjugorje é alegria, entrega e muita bondade!

O espectáculo será apresentado nas Jornadas Mundiais da Juventude, já na próxima semana, com a presença e alto patrocínio de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Aqui ficam 2 excertos (Anunciação e Nascimento).









Hvala Marija, Kraljice Mira








13 fevereiro 2011

Devaneios do "bom selvagem"

 
 Hoje levei um murro no estômago, daqueles murros que nos lembram que o tempo muda, os rostos mudam, mas tudo continua exactamente na mesma: inquietante, insuficiente, injusto, cinzento.


Num domingo chuvoso, em que a disposição "obriga" ao isolamento, à reflexão, à solidão, sou arrancada a uma rotina confortável para me perder numa zona negra no meu mapa dos arredores de Lisboa. A estação de metro do Sr. Roubado nunca me viu mais perdida.


É numa sala intimista de um centro cultural improvável, que encontro uma amiga a quem desiludi dizendo-lhe que não iria ver a sua peça teatral que com tanta dedicação ajudou a construir. É nessa mesma sala que encontro essa amiga num ritual privado de limpeza, de brincadeira com o sabão, com a espuma; num ritual desconcertante talvez demorado, talvez simbólico, de certeza surpreendente pela fragilidade, pela rápida transformação da água límpida em água suja, do bloco de sabão em partículas, da sujidade em limpeza, da limpeza em sujidade... e é na sequência em que a terra macula a água, em que a água ensopa o papel que emergem os diálogos de "filosofia poética" de um optimista social que no fim da vida, se encontra perante o dilema que lhe nega a teoria: afinal o homem é mau e só na sua solidão se encontra, se reconcilia consigo... mas será que consegue morrer sem inquietação?

Ler Rousseau é sermos transportados para uma utopia filosofal, para um tratado de "dever ser" social que nos reduz à evidência de sermos selvagens a tentar sobreviver numa sociedade sem noção dos significados da triologia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade... qualquer uma delas mais esquecida que a outra na sua essência, qualquer uma delas gasta pelo mainstream mediático, vazio de significados mas recheado de "parece bem".


Ver Rousseau, sentido com a intensidade imprimida neste projecto, é sentirmos que as palavras devem ser ditas, sentidas, interpretadas. É lembrarmo-nos que o que sentimos hoje, o que vivemos, já foi sentido, já foi vivido, já foi reflectido... e entretanto, nada foi feito...

Hoje levei um murro no estômago... e dói na alma!
 






«Impressões»
De Mário Trigo | a partir da obra "Os Devaneios do Caminhante" 



 Rousseau isola-se, espera a morte, e dedica os seus últimos dias ao exame minucioso da sua vida. Convida-nos para uma conversa serena, fazendo-nos penetrar na intimidade da sua alma doente. Dá-nos pensamentos, às vezes ampliados até à reflexão filosófica, respeitantes à sua visão da Moral, da Religião tal como ele a vive, revela-nos a sua aversão pela mentira, a sua ideia de Felicidade, seduz-nos com os seus pareceres sobre a solidão, não se esquece de nos testemunhar o seu amor ao próximo…

Vemos um Rousseau descontraído, mas também profundamente melancólico. Reconhece as suas fraquezas, o abandono dos filhos, a sua vontade absoluta de irreverência, que explica pela sua timidez e pela sua necessidade de Liberdade, e protesta veementemente contra o aparente fracasso da sua existência cuja responsabilidade atribui aos seus inimigos…


Encanta-nos com as imagens do seu passado vivido em locais paradisíacos, de que a Ilha de Saint-Pierre é um exemplo, enternece-nos com a lembrança do seu amor com Madame de Warens. Daqui emanam sentimentos luminosos que ele enquadra na sua filosofia de felicidade ligada à bondade original do homem: a felicidade de fazer o bem ao próximo, a felicidade usufruir do nosso ser de acordo com o que a Natureza quis…


Agora isolado dos homens, diz-se um caminhante solitário que procura os seus maiores prazeres no seio da Natureza, ao apaziguamento das suas paisagens variadas, das suas linhas harmoniosas, a perfeição botânica que toca a sua alma de artista e que o fazem ascender para Deus…


Este momento em que Rousseau nos recebe, a vida tal como a vive agora, longe da cultura parisiense, permite-lhe desprender-se dos seus anseios, dos seus desejos mais imediatos que o atiravam irreflectidamente para a acção, e revelar-nos o seu pensamento sistemático em proveito da sua esfera privada onde prevalece a autonomia do seu “eu”; a sua paixão por uma natureza em festa, os seus “devaneios”…


Morre inesperadamente na primavera de 1778, na companhia de Thérèse em Ermenonville e com sessenta e seis anos de idade. Morre assim, inesperadamente … o que acontece na nossa presença! E nós evocamos a Revolução que aconteceu em 1789… no mesmo país da Europa onde viveu Jean-Jacques Rousseau.



Com: Mário Trigo (Rousseau); Carla Dias (Madame Warens) e João Vicente (Louis de Saint-Juste)

10 janeiro 2010

Policial 2 - Chinese Connections

A minha Carlinha vai voltar à cena. Depois do Olga Cadaval, venha a Casa de Teatro de Sintra. Como faltei à primeira chamada (férias de Natal) espero não faltar a esta. A sinopse promete!


É um policial falhado – ou de tiro ao lado.
Não tem um morto – mas tem um rapto.
Tem detectives – mas incapazes de desatar nós ao novelo.
Tem três espias – mas uma delas só quer ir para o convento.
Não tem tiroteios – mas há uma arma a rolar de mão em mão.
Em Policial 2 – Chinese Connection há documentos tão secretos que para sempre secretos ficam. Há duas suspeitas e uma mulher indecisa que faz de todos indecisos.
Tudo se passa em mais uma festa de família Galiano, desta feita em redor de projecções de cinema com bobines de película misteriosas e a luz a falhar vezes de mais. É uma festa que “descolou” e na qual ninguém sabe bem como se comportar a cada novo golpe de surpresa – público incluído.
Sair deste espectáculo com mais pistas obscuras que respostas claras é garantido. Afinal, até mesmo entre a família Galiano ninguém parece saber muito.
Atreva-se a aceitar o convite para esta festa de família invulgar. Atreva-se a fazer parte desta vertigem.

Quando?
Quinta a Domingo, 21h30
21 de Janeiro a 14 de Fevereiro
(excepto 28 de Janeiro)

Onde?

Casa de Teatro de Sintra

Bilheteira
Bilhete individual: 10€
Grupos 5 ou mais espectadores: 7,5€
Menores de 30 anos: 5€

Bilhetes à venda no local uma hora antes do início do espectáculo


Utopia Teatro

08 setembro 2007

Folia! Mistério de Uma Noite de Pentecostes



Na celebração do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, Paulo Borges, um dos seus principais estudiosos, publica Folia! Mistério de Uma Noite de Pentecostes, uma 'história' romanceada sobre o V Império, a Idade do Espírito Santo, o Grande Monarca e a decadência. Mitos estruturantes do ser português onde se misturam tempos e épocas, o sagrado e o profano, a história e a crença, a vida e a morte.

Uma excelente adaptação do Teatro Tapafuros no único local em que semelhante peça poderia ser representado: Quinta da Regaleira, na Serra da Lua (Sintra). Local mágico, onde se reúnem todas as energias telúricas, todas os símbolos e arquétipos da humanidade.

«Folia ! Mistério de uma Noite de Pentecostes constituiuma recriação dos momentos fundamentais da Festado Espírito Santo, desde a sua origem medieval, refundada pela Rainha Santa Isabel, até à actualidade, tal como ainda se celebra no Penedo, nos Açores, no Brasile nas comunidades de emigrantes americanos.Tendo conhecido, desde o século XIII ao XVI,uma invulgarmente rápida e vasta expansão, no continente, ilhas e colónias – sendo mesmo celebrada a bordo das naus da Índia - , a Festa foi considerada por Jaime Cortesão, António Quadros, Natália Correia, Lima de Freitase Agostinho da Silva um dos fenómenos mais específicose simbolicamente emblemáticos da cultura portuguesae lusófona e da sua vocação ecuménica e universalista. Desde Jaime Cortesão que os Painéis atribuídos a Nuno Gonçalves, obra maior e paradigmática da arte portuguesa, estão associados ao Culto do Espírito Santo. Folia ! propõe a recriação em termos contemporâneosda experiência da iniciação e da festa comunitária, associada a uma viagem pelo imaginário mítico, histórico e cultural português. Considerando que a Festa do Espírito Santo, herdeira de formas arcaicas e medievais do “sagradode transgressão” (Roger Caillois), como as Saturnais,os ritos transmontanos do Solstício de Inverno e a Festados Loucos, bem como da experiência da superabundância cósmica e espiritual própria do Pentecostes hebraicoe cristão, expressa o “mundo às avessas” e ritualizauma transformação iniciática da consciência, visa-se renovar essa eficácia operativa nas condições da vidae da mentalidade contemporâneas.Oferece-se assim um Teatro vivo e operático, que reassume as suas origens no rito iniciático, propondo-se uma profunda interacção entre actores e público em torno dos três acontecimentos fundamentais da Festa: a Libertaçãodos Presos, a Coroação do Imperador e o Bodo comunitário. Beneficiando das condições oportunas oferecidas pelas estruturas simbólicas da Quinta da Regaleira, a Libertação dos Presos vive-se num percurso em que somos convidados a libertarmo-nos de tudo o que encobre e oprime a nossa natureza profunda, descendo na terra e nas trevase ascendendo para a luz (catábase e anábase), a Coroação do Imperador é uma experiência comunitáriade reconhecimento da natureza sagrada de todos e de tudo e o Bodo é a comunhão e celebração disso, a Festada Alegria e da Abundância, onde são vitais o pão e o vinho, a poesia, a música e a dança, culminada com a descidadas Línguas de Fogo do Espírito. [Paulo Borges]


Têm medo de morrer?! porquê? se já estão mortos!!!
Pedem ao Diabo que vos salve, em nome de Deus?!



PS: Carla, que poderosa! Viva a Folia do Espírito!!!

02 fevereiro 2007

Renaissance




Renaissance é:

Um espectáculo visualmente expressionista com personagens em registo naturalista, procurando um efeito patético; de arquitectura renascentista com nuances simbolistas e espírito rococó; construção de personagem à Stanislavsky e desenho de luzes à Bob Wilson. Um espectáculo feminista-demodée sobre maldades, mentiras, fealdade e redenção. Um espectáculo que põe em diálogo seis mulheres, duas épocas, dois planos, duas interpretações. Joga-se ora o século XVI ora o XXI. Joga-se a transposição para teatro comercial de uma investigação histórica académica. Joga-se a vivência de seis mulheres no espaço de um teatro em luta pela suposta verdade de três personagens. Joga-se a experiência absurda de um morto no Iraque a ladear três outros fantasmas históricos. Se já está confundido... bem vindo à nossa Era Híbrida, bem vindo a Renaissance!



Estreia dia 16 de Fevereiro!

Verónica, Violeta e Amparo são três investigadoras universitárias que apresentam, numa concorrida vernissage, os resultados do seu estudo “O Renascimento Português no Feminino em Sintra”. O sucesso editorial é ensombrado pela morte, no Iraque, de André Magalhães: filho de Violeta e marido de Verónica.

Ângela, Augusta e Bernarda são três actrizes em rápida ascensão que são contratadas para interpretar Luísa Sigeia, Paula Vicente e a Infanta D. Maria numa polémica adaptação ao teatro – com elevada viabilidade económica assegurada por um estudo de mercado – do estudo das investigadoras, projecto que é recebido com frontal oposição por Violeta.


O choque entre as seis mulheres é inevitável.
O choque entre séc. XVI e séc. XXI é inevitável.

Sucedem-se as confissões e as revelações, até ao clímax num karaoke-bar para lésbicas da noite lisboeta, na noite após a estreia do espectáculo.
Mas resta ainda conhecer o paradeiro do corpo de André Magalhães...


Quando?
De 16 de Fevereiro a 18 de Março
Sextas, sábados e domingos às 22h00

Onde?
Casa de Teatro de Sintra (Rua Veiga da Cunha, nº 20, 2710-627 Sintra)

Bilheteira:
Preço normal: 10€
Desconto de grupo: 7,5€ para grupos de 5 ou mais pessoas.
Bilhete “Amigo da Utopia Teatro”: 5€
Cartão Jovem Municipal: 5€

Sandra Canelas - Amparo
Raquel Ferreira - Ângela
Carla Dias - Augusta
Cláudia Faria - Bernarda
Rosália Maça - Violeta
Carla Trindade - Verónica


Escusado será dizer que vou a esta peça de teatro e nem precisariam de me contar a história. E evitam de tentar sabotar as minhas intenções. A amizade é algo que não se explica, não tem relógio... tem sempre vontade e está sempre presente! FORÇA CARLA... eu estou, minha querida, e tu vais estar deslumbrante e magnética, como sempre!