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04 fevereiro 2015

Outlander (TV, 2014-...)

Descobrir Outlander é como redescobrir a magia do imaginário em conteúdos televisivos. Uma lenda, uma história mágica, uma viagem no tempo. Um sonho do qual se quer acordar mas que acaba por se tornar a vida. Uma estrangeira, uma época passada de sangue, de guerras, de egos. Uma Escócia católica, machista... uma nova família no século XVIII. Sem confiar em ninguém, entendendo pouco ou nada da língua, tentando regressar ao marido que a perdeu no século XX, Claire é protegida pelo laird do clã MacKenzie graças aos seus conhecimentos de curandeira (enfermeira de guerra). Presa entre os irmãos Colum e Dougall que tanto precisam dela como a consideram uma espia inglesa, Claire encontra em Jamie, o sobrinho com a cabeça a prémio, o único amigo e confidente. Rapidamente, o discrição de Claire e a sua competência a ajudam a conquistar os corações dos serviçais e dos seus anfitriões, mas Claire quer desesperadamente regressar ao século XX e, nesse empreendimento, várias são as aventuras e os dissabores.

09 junho 2014

séries televisivas

Desde que me lembro de ser gente que adoro ver séries televisivas. Em tempos de desenhos animados, depois telenovelas (mexicanas e brasileiras) até que descobri o admirável mundo dos heróis e aventureiros.

Não sei qual foi a primeira, mas desde Knight Rider, The A-Team, Baywatch, MacGyver, The Young Riders, Bonanza, e Highway to Heaven muitas horas foram passadas em família nos anos 80 e início dos 90. Depois vieram os X-Files, Ally McBeal e Sexo e a Cidade. O tempo já não era tanto e a trama pedia alguma privacidade. As exigências da adolescência obrigavam a percorrer os caminhos sem companhia ou censuras.

Depois vieram os CSIs, o Lost, o Dr. House, o Dexter, as Criminal Minds, a Bones, a Grey's Anatomy, The Killing, Luther, Sons of Anarchy, Lie to Me, (...) não necessariamente por esta ordem, com maior ou menor devoção. A atracção pelo mistério, pela dicotomia bem vs mal e por protagonistas fortes - mas não necessariamente sonsos e coitadinhos, muito pelo contrário - permitiu-me crescer em termos de argúcia, pensamento lógico e ocupar o tédio com desafios mais ou menos evidentes. Alguns modelos serviram apenas para me ensinar a dizer não e tornar-me bem mais exigente.

Naturalmente, que ainda há lugar para passatempos mais ou menos previsíveis e românticos, como: Chicago Fire, Rookie Blue, The Good Wife ou NCIS.

Contudo, a preferência é hoje bem definida: clássicos em mini séries (preferencialmente europeias) e séries de outros tempo históricos. A recriação fascina-me, se for baseada em literatura ainda melhor. Por isso, não é de estranhar o seguidismo actual de desafios como Game of ThronesDa Vinci's Demons, Hell on Wheels e Downton Abbey.

07 julho 2013

Hell on Whells

Hell on Whells é uma série televisiva cuja terceira temporada já foi anunciada pela AMC. Protagonizada - brilhantemente protagonizada - por Anson Mount, conjuga temas como a construção do caminho de ferro nos Estados Unidos da América, o "fim" da escravatura, a colonização da América do Norte, a prostituição, a religião e, claro, os índios nativos. Thomas "Doc" Durant é um empresário ambicioso e matreiro que ambiciona eliminar toda a concorrência e inscrever o nome na obra do caminho de ferro; para isso é auxiliado por homens de confiança a quem compete "manter na linha" prisioneiros, ex. escravos negros e homens em busca de um salário e sentido para a vida. Neste cenário sobressai Cullen Bohanann, ex. Confederado que ao chegar a casa depois da guerra civil encontra a mulher violada e enforcada, o filho carbonizado e a propriedade destruída. Decidido a vingar a família, corre o país em busca dos assassinos e vai eliminando-os um a um. Até que aparecem Lily Bell, o "Sueco" e a consciência.

27 novembro 2012

Scandal (2012)

Ela está de volta! Calma, estou a falar de Shonda Rhymes, alguém que em Portugal pouca gente conhece, porque não se dá cara a quem anda nos bastidores. Pois é, esta senhora é só a Criadora de Grey's Anatomy. Para os mais distraídos, uma das minhas séries favoritas ao fim de um dia de trabalho em que tudo o que me apetece é afundar-me no sofá e deixar de pensar na minha vida e bisbilhotar os dramas dos outros, daqueles a quem tudo pode acontecer, por trás do meu televisor.

Pois é, ao fim de 9 temporadas (não ainda não me fartei dos dramas de Seatle Grace) mas eis que surgem novos dramas, novos protagonistas e mais problemas para resolver. Desta vez não estão no cérebro, nem nos intestinos, nem têm a forma de carcinoma, acidente de carro ou de avião, mas de escândalos, daqueles que geram crises e que precisam de PR - Relações Públicas... pois é. A Shonda resolveu promover a imagem já de si pouco abonatória das relações públicas e mostrá-las como a profissão que resolve crises antes mesmo delas serem crises... se alguém tem dúvidas do poder de Olivia Pope, faça o favor de ver a série. Eu continuo a amar a criadora e as suas ideias... preferia que tivesse escolhido outra profissão para denegrir. Pelo menos ficou com os Estados Unidos e a sua alergia a relações extra-conjugais dos Presidentes e candidatos... como se fosse isso que realmente afectasse o desempenho dos ditos...


16 setembro 2011

Miami Medical

Mais uma série do incontornável produtor Jerry Bruckheimer, mais um light entertainment product que serve apenas para esvaziar a cabeça das preocupações e dos afazeres do dia a dia, sem esforço adicional. Não é uma série que faça pensar ou que ensine algo. Não é um conceito original: equipa de médicos de trauma que socorrem um conjunto de pacientes em cada episódio.

A originalidade está no conjunto de actores: o britânico Jeremy Bentham, mais conhecido por trabalhos de época (The Tudors, The Golden Bowl, Emma...), o menino bonito Mike Vogel, a latina Lana Parilla, a sexy Elisabeth Harnois e nurse Omar Gooding (irmão mais novo do Cuba Gooding Jr).


Apesar da série já ter sido cancelada para CBS, com apenas 13 episódios (e possíveis 5 adicionais), fica a memória de mais um trabalho apreciado de Jeremy Northam.


23 dezembro 2010

The Nativity (BBC1, 2010)



Tatiana Maslany como Maria e Andrew Buchan como José protagonizam a adaptação da BBC One (2010) sobre a história Bíblica da concepção e nascimento de Jesus.

Em 4 partes (120 minutos) são-nos apresentados: a convulsão política vivida em Jerusalém no reinado de Herodes; o princípio da relação entre Maria e José; a anunciação e restantes intervenções do Arcanjo Gabriel (sonho a José, aparição aos pastores); a viagem dos 3 magos; o dilema de José quando fica a saber da gravidez de Maria e a rejeição da população que põe em perigo Maria e que a obriga a fugir para Belém.

A história é enternecedora, simples e representada de forma despretensiosa. José surge como um homem que não compreende como é que a sua amada o pode ter traído com outro homem e custa-lhe acreditar na sua história da Anunciação. Mas quando se vê compelido a proteger Maria da multidão, cumpre a sua promessa de nunca a abandonar, intento que é reforçado pelo sonho onde Gabriel confirma as palavras de Maria.

Já em Belém, José enfrenta a rejeição da família e desespera até encontrar alguém que ajude ao parto de Jesus. Apenas uma cigana auxilia o jovem casal que findo o nascimento recebe a visita dos pastores e dos 3 magos.

Nasce o Messias!

São estas histórias que fazem o Natal, que lhe dão significado. Não são as compras, a comida, os enfeites... é o presépio, o pé nu de uma criança nascida num curral, embrulhado num trapo.

Charles Le Brun The Adoration of Shepherds

01 junho 2010

SoA - Sons of Anarchy


Charlie Hunnam, Ron Perelman, Kattey Segall, Kim Coates, Tommy Flannagan... entre outros, no elenco da série líder de audiências do canal cabo FX.

SoA conta a história de um clube de motoqueiros que domina Charming, uma cidade californiana. Se a primeira série retrata as «escapadelas» constantes dos meninos à polícia, o seu negócio de armas e a luta pelo impedimento da chegada do tráfico de drogas e de prostituição a Charming, a segunda série abandona os clichés do bandido-motoqueiro-sujo-bruto-viciado-em-pussy para se revelar uma verdadeira imprevisibilidade de dissabores para os heróis.

A chegada do comerciante de charutos Zobelle, com a Liga Nacionalista pela Supremacia Branca, a Charming vai virar a cidade do avesso. Gemma, a matriarca é violada, os SoA são presos, perdem o negócio das armas, assumem-se como sócios do negócio da pornografia, Luann a realizadora porno é mortalmente espancada... enfim, uma sucessão de «maus negócios» que leva Jax a querer abandonar os SoA, Opie a descobrir que foi Tig que matou a mulher, Piney a tentar matar Clay, Tara a perder o emprego... e Stahl e Hale a unirem-se aos SoA para os ajudar a expulsar Zobelle e a sua equipa. Será que vão conseguir?

[ainda não cheguei ao fim da season, mas já anseio pela 3ª temporada. Decididamente, gosto de bandidos com coração...]


17 janeiro 2010

NCIS: Los Angeles (2009)


Ora aqui está uma série que é motivo de orgulho para os portugueses. Façam o favor de ver a portuguesa Daniela Ruah na pele da agente especial Kensi Blye.

Sequela da CBS para o
Navy NCIS: Naval Criminal Investigative Service (2003) protagonizado pelo temível Agent Gibbs (Mark Harmon).

NCIS: Los Angels (2009) realizada por Shane Brennan. Fazem parte do elenco:
Chris O'Donnell, LL Cool J, Daniela Ruah, Petter Cambor, Adam Jamal Craig e Linda Hunt.


07 janeiro 2010

Trauma (NBC)



Normalmente não comento séries. Tenho claro os meus vícios: Bones, House, Fringe, Lie to me, CSI's, Legend of the Seeker e outras (dependendo da disposição e da paciência), mas há uma que ultimamente me prende, do género ver 2 vezes numa semana o mesmo episódio.
A série não é nada de especial, aliás, o enredo é tão fraquinho que foi cancelada na 1ª season com 13 episódios (manobra ou não da NBC, episódios adicionais ainda não foram confirmados - ver).

Digamos que é a história da equipa de paramédicos: Trauma. Assim baptizada devido a um acidente durante um salvamento que levou à morte de elementos da equipa, nomeadamente, de Terry; e ao coma de Rabbit. Ora Terry era o namorado de Nancy e o melhor amigo de Rabbit o que provoca uma enorme tristeza na equipa que tem de recomeçar com as sequelas da tragédia.
Dado o mote, entra em cena Marisa, piloto de helicópetro que se torna rottor de Rabbit e Glenn, o eterno rookie que fará parceria com Nancy (a paramédica filha de médico, com o MD mas que teima em andar de ambulância para desespero do pai e de Dr. Joe). Ora Glenn é fraquinho enquanto paramédico e torna-se chacota dos colegas, além disso tem uma paixão assolapada por Nancy. A ingenuidade do moço é tal que se nota sempre a sua inadequação à equipa. Já Marisa, ex-Iraque, tem tudo o que é preciso para enfrentar Rabbit e conquistar um lugar entre «homens».
Completam o enredo, Dr. Joe e Diane Von Dine, médicos, respectivamente o responsável técnico da equipa de Trauma e uma médica estagiária no primeiro ano.

Porquê Trauma? Empolga-me e a culpa é do Cliff Curtis. Confesso, por mim a série era feita apenas com as intervenções deste senhor horrível (o mesmo diz que não precisa de porrada para ser mais feio), mulherengo, anti-social... e outras características de um anti-herói.

Mas este senhor - sim o Rabbit - tem uma coisa só dele e que está muito danificada pela vida, pelas pessoas: o coração. E por isso: ele não gosta de crianças, mas as crianças não querem outro (para)médico; é mulherengo, mas aconselha o Boone a deixar-se de aventuras e cuidar do casamento e a respeitar o colega gay (Tyler); gosta de arriscar, mas faz tudo pela vida das colegas Nancy e Marisa; é experiente, contudo protege e aconselha a DVD... enfim, um poço de paradoxos, um coração por trás de um escudo&protecção feito de palavras e honestidade ríspidas.

30 setembro 2008

Jane Eyre



Jane Eyre é uma jovem órfã de pais e que acaba órfã de tio ficando à guarda de uma tia amarga que a odeia. Jane é especial, é arrebatada pela paixão de viver, pelos sentimentos. É igualmente forte o que cativa quem a ama e provoca o ódio de quem a inveja. A tia torna-lhe a vida miserável e não cumpre a promessa feita ao marido de a criar como sua filha. Por vingança, esconde a Jane que ela tem mais família e envia-a para um colégio interno - Lowood - onde a maior parte das jovens morre com uma febre provocada pelo frio e pela má alimentação.

Em Lowood, Jane conhece o valor da amizade e da perda quando a sua única amiga morre. Mas sobrevive e candidata-se a perceptora da jovem francesa Adéle em Thornfield, sob as ordens de um homem amargo, sofrido e enigmático - Mr. Rochester.

A frontalidade de Jane e o seu arrebatamento levam-na à conquista do seu lugar e ao respeito de Mr. Rochester tornando-se a sua companhia preferida. Contudo em Thornfield, os mistérios do passado assombro as noites e condenam o amor da perceptora com o dono da casa.



Adaptação da BBC para Televisão, esta mini-série de 2006 teve o dom de me fazer rir, adorar personagens sarcásticas, admirar a paciência e a calma, acreditar na paixão e no encontro de duas almas que de tão diferentes se tornaram tão iguais. Uma lição de tolerância, o revivalismo dos valores de uma Inglaterra vitoriana, a prova de que a adaptação de grandes obras (esta de Charlotte Bronte) se recomenda vivamente. São obras como esta que me lembram de como o amor só acontece quando deve, pois há forças no Universo que têm de ser alinhadas, para proporcionar a felicidade sem entraves, o quadro de família perfeito. Se há perfeição o Toby Stephens deve fazer parte dela :))


Produzido por: Susanna White
Protagonizado por: Rute Wilson e Toby Stephens

09 setembro 2007

Grey's Anatomy

"Grey's Anatomy" é uma série americana da ABC, que entra agora na 4ª season e que conta a movimentada vida de um grupo de médicos que acabam de deixar as salas de aula para se tornarem estagiários do programa cirúrgico mais rígido de Harvard no fictício Seattle Greace Hospital, em Seatle, Washington.

A protagonista da série, que mistura drama e humor, é Meredith Grey (Ellen Pompeo), filha de uma famosa cirurgiã, mas que luta para conquistar seus objectivos sem ajuda da mãe. Há ainda os personagens Cristina Yang (Sandra Oh), Isobel "Izzie" Stevens (Katherine Heigl), uma rapariga do interior que cresceu na pobreza e que posou lingerie para pagar o curso de Medicina, George O'Malley (T.R. Knight), o Bambi romântico, dedicado à família e eternamente 'amigo' das mulheres , Alex Karev (Justin Chambers), que disfarça suas raízes na classe operária com arrogância e ambição, e os médicos Derek 'McDream' Shepperd (Patrick Dempsey), Miranda 'Nazi' Bailey (Chandra Wilson), Preston Burke (Isaiah Washinghton), Addison Montgomery (Kate Walsh), entre outros.

A série fala das dificuldades do dia a dia deste grupo de jovens médicos num “mundo” onde a aprendizagem pode ser uma questão de vida ou de morte, não esquecendo que todos têm problemas nas suas vidas pessoais/amorosas.

Destaque para as relações de amizade que se fortalecem apesar dos problemas, os diálogos non-sense que afinal fazem todo o sentido, e acima de tudo, o retrato de como as personalidades das pessoas são diferentes, totalmente diferentes, mas no entanto, no final, formam um puzzle magnífico onde é retratada uma paisagem deslumbrante.


PS: Ai McDreamy!