01 junho 2015

Feels like home (Wallflower, 2015)

A Diana está de volta com um álbum de covers (Wallflower). Tudo é maravilhoso para a voz de Diana Krall, mas juntar Bryan Adams é elevar à perfeição a música de Randy Newman.


   


Somethin' in your eyes, makes me wanna lose myself
Makes me wanna lose myself, in your arms
There's somethin' in your voice, makes my heart beat fast
Hope this feeling lasts, the rest of my life

If you knew how lonely my life has been
And how long I've been so alone
And if you knew how I wanted someone to come along
And change my life the way you've done

It feels like home to me, it feels like home to me
It feels like I'm all the way back where I come from
It feels like home to me, it feels like home to me
It feels like I'm all the way back where I belong

A window breaks, down a long, dark street
And a siren wails in the night
But I'm alright, 'cause I have you here with me
And I can almost see, through the dark there is light

Well, if you knew how much this moment means to me
And how long I've waited for your touch
And if you knew how happy you are making me
I never thought that I'd love anyone so much

It feels like home to me, it feels like home to me
It feels like I'm all the way the back where I come from
It feels like home to me, it feels like home to me
It feels like I'm all the way back where I belong
It feels like I'm all the way back where I belong

08 maio 2015

Imitation Game (2014)



Com algum atraso confesso, mas o tempo não tem sido para deleite cinematográfico e infelizmente para encontrar um bom filme sobre o qual me apeteça escrever acabo por "perder tempo" com coisas que passam no cinema.

 Definitivamente rendo-me a histórias verídicas, sejam sobre futebol americano (We are Marshall, passa quase despercebido e no entanto fez-me perceber um pouco mais sobre um mundo à parte) sejam sobre grandes homens não normais, mas infinitamente especiais.

A história de Alan Turing prende (e não é só pelo gigantesco Benedict Cumberbatch) é sobretudo pela peculiaridade do pensamento, da linguagem... e, sim, I can relate. Um homem sem filtro, focado numa missão: descodificar Enigma, mas fazendo-o de forma controlada para evitar que o inimigo sequer perceba que foi descoberto.

Será que foi mesmo assim? A matemática, as máquinas (os seres humanos) são para mim autênticos mistérios, mas saber que alguém pensou nisto há dezenas de anos e que este foi o primeiro passo para agora me encontrar a teclar estas palavras numa máquina que já é uma segunda pele... bem, obrigada Turing!

Do you know, this morning I was on a train that went through a city that wouldn't exist if it wasn't for you. I bought a ticket from a man who would likely be dead if it wasn't for you. I read up, on my work, a whole field of scientific inquiry that only exists because of you. Now, if you wish you could have been normal... I can promise you I do not. The world is an infinitely better place precisely because you weren't.

28 abril 2015

Playground (Robert Francis)





There's a place inside each tear, that you'd shed for me in fear of my knowing all the darkness that you sang to every night. Your pale white, it's dressed in bones and skin it shoxs, it's not a feeling that you own. We were a playground not a home, but it was worse to be alone. I've got a long way to go. I've got to carry you load. I had a heart too heavy to hold. You were my playground and I was you home. My love digs deep, inside my mindless numbing sleep, and builds a pillow for the soul, an endless gaping quiet hole, that drowns the shadows from their walls. I've got a long way to go. I've got to carry you home. I had a heart too heavy to hold. You were my playground and I was your home.

08 março 2015

And the waltz go on

... by Sir Anthony Hopkins, and performed by Andre Rieu and his orchestra (Vienna, 2011). Beautiful, frantic, amazing, emotive... and humble!

28 fevereiro 2015

Lullaby (2014)

A história de uma família. De um filho que partiu para não ver o pai a lutar contra um cancro. Um cancro que deveria vencer em 6 meses, mas que foi combatido durante 12 anos, até à exaustão. É então que este pai decide chamar os filhos e dizer-lhes que quer morrer, que pediu o suicídio assistido.

Entre negações, culpas, confrontos, há uma família que se reconstrói, palavras que são finalmente ditas, pazes que são refeitas. Há um constatar de deriva que apenas foi originada pela fuga constante, pelo não querer aceitar aquilo que está presente, que é certo, inevitável.

Lullaby é uma aprendizagem. A aprendizagem da vida por aqueles que tentam fugir da mesma, para aqueles que pensam nunca estar prontos para enfrentar nada. E não estamos, mas às vezes é preciso respirar de cara com os problemas e aceitá-los, só assim o balão perde o ar e volta a entrar oxigénio.



04 fevereiro 2015

Outlander (TV, 2014-...)

Descobrir Outlander é como redescobrir a magia do imaginário em conteúdos televisivos. Uma lenda, uma história mágica, uma viagem no tempo. Um sonho do qual se quer acordar mas que acaba por se tornar a vida. Uma estrangeira, uma época passada de sangue, de guerras, de egos. Uma Escócia católica, machista... uma nova família no século XVIII. Sem confiar em ninguém, entendendo pouco ou nada da língua, tentando regressar ao marido que a perdeu no século XX, Claire é protegida pelo laird do clã MacKenzie graças aos seus conhecimentos de curandeira (enfermeira de guerra). Presa entre os irmãos Colum e Dougall que tanto precisam dela como a consideram uma espia inglesa, Claire encontra em Jamie, o sobrinho com a cabeça a prémio, o único amigo e confidente. Rapidamente, o discrição de Claire e a sua competência a ajudam a conquistar os corações dos serviçais e dos seus anfitriões, mas Claire quer desesperadamente regressar ao século XX e, nesse empreendimento, várias são as aventuras e os dissabores.

02 fevereiro 2015

Os Maias, cenas da vida romântica (2014)

Inspirado pelo romance de Eça de Queiroz, o filme de João Botelho conta-nos a vida "dramática" de Carlos Eduardo Maia, ou melhor tudo começa com o avô Afonso Maia, passando pela tragédia do pai, até à tragédia do filho e da filha.

Habitualmente não "perdemos tempo" com filmes portugueses. Ou são teatrais, ou são longos e aborrecidos, ou a história é pobre, ou, ou, ou...


Pois bem, os Maias têm alguns argumentos: a obra homónima que os inspira, a inovação cenográfica e claro a mordaz crítica social. Contudo, tem más interpretações, é demasiado longo, a sonoplastia desastrosa (há falas praticamente imperceptíveis), banda sonora quase inexistente. Enfim, "um filme português".

O que tem de extraordinário: os quadros a óleo de João Queiroz. Sim, em vez de cenários reais ou construídos, a produção optou por cenários pintados, semelhantes aos do teatro. Arrojado, distinto... pessoalmente gostei, mas devo ser das poucas, atendendo aos comentários disponíveis pela rede.