O certo é que o desempenho dos actores não é convincente. A expressão do filme é dúbia, tal como a situação vivida por Alja e Danjiel. Mas o que me interessou foi ver a história de tantas jovens do Cenácolo e da Aldeia das Mães (entre outras instituições que visito em Medjugorje) contada através de um filme, mediatizada... só é pena, não ir além de críticas medíocres, pois mais pessoas deveriam conhecer estas histórias para perceberem como são ridículos os seus queixumes existenciais.
quem nada tem nada pode perder, mas quem arrisca pode ganhar tudo... 'sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?' [Fernando Pessoa, D. Sebastião]
06 agosto 2012
In the Land of Blood and Honey
A crítica é cruel com o primeiro filme realizado por Angelina Jolie. In the Land of Blood and Honey é retratado como mais um filme sobre as consequências sociais da guerra, mas caracterizado por imobilidade, falta de rigor no retrato da guerra (especialmente em termos de uniformes, insígnias, armamento, veículos e cenários) e falta de linha de acção. Como se um filme sobre o problema das violações das mulheres em tempo de guerra necessitasse de tal coisa. O certo é que este filme é cru, seco, sem grande estética visual, como se as atrocidades da guerra dos Balcãs estivessem a acontecer no nosso dia-a-dia, como aconteceram, perante a indiferença do resto do mundo.
O certo é que o desempenho dos actores não é convincente. A expressão do filme é dúbia, tal como a situação vivida por Alja e Danjiel. Mas o que me interessou foi ver a história de tantas jovens do Cenácolo e da Aldeia das Mães (entre outras instituições que visito em Medjugorje) contada através de um filme, mediatizada... só é pena, não ir além de críticas medíocres, pois mais pessoas deveriam conhecer estas histórias para perceberem como são ridículos os seus queixumes existenciais.
O certo é que o desempenho dos actores não é convincente. A expressão do filme é dúbia, tal como a situação vivida por Alja e Danjiel. Mas o que me interessou foi ver a história de tantas jovens do Cenácolo e da Aldeia das Mães (entre outras instituições que visito em Medjugorje) contada através de um filme, mediatizada... só é pena, não ir além de críticas medíocres, pois mais pessoas deveriam conhecer estas histórias para perceberem como são ridículos os seus queixumes existenciais.
04 agosto 2012
Maya Angelou
Still I rise
You may
write me down in history
With your
bitter, twisted lies,
You may
trod me in the very dirt
But still,
like dust, I'll rise.
Does my
sassiness upset you?
Why are you
beset with gloom?
'Cause I
walk like I've got oil wells
Pumping in
my living room.
Just like
moons and like suns,
With the
certainty of tides,
Just like
hopes springing high,
Still I'll
rise.
Did you
want to see me broken?
Bowed head
and lowered eyes?
Shoulders
falling down like teardrops.
Weakened by
my soulful cries.
Does my
haughtiness offend you?
Don't you
take it awful hard
'Cause I
laugh like I've got gold mines
Diggin' in
my own back yard.
You may
shoot me with your words,
You may cut
me with your eyes,
You may
kill me with your hatefulness,
But still,
like air, I'll rise.
Does my
sexiness upset you?
Does it
come as a surprise
That I
dance like I've got diamonds
At the
meeting of my thighs?
Out of the
huts of history's shame
I rise
Up from a
past that's rooted in pain
I rise
I'm a black
ocean, leaping and wide,
Welling and
swelling I bear in the tide.
Leaving
behind nights of terror and fear
I rise
Into a
daybreak that's wondrously clear
I rise
Bringing
the gifts that my ancestors gave,
I am the
dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.
Alone
Lying, thinking
Last night
How to find my soul a home
Where water is not thirsty
And bread loaf is not stone
I came up with one thing
And I don't believe I'm wrong
That nobody,
But nobody
Can make it out here alone.
Alone, all alone
Nobody, but nobody
Can make it out here alone.
There are some millionaires
With money they can't use
Their wives run round like banshees
Their children sing the blues
They've got expensive doctors
To cure their hearts of stone.
But nobody
No, nobody
Can make it out here alone.
Alone, all alone
Nobody, but nobody
Can make it out here alone.
Now if you listen closely
I'll tell you what I know
Storm clouds are gathering
The wind is gonna blow
The race of man is suffering
And I can hear the moan,
'Cause nobody,
But nobody
Can make it out here alone.
Alone, all alone
Nobody, but nobody
Can make it out here alone.
The Lesson
I keep on
dying again.
Veins
collapse, opening like the
Small fists
of sleeping
Children.
Memory of
old tombs,
Rotting
flesh and worms do
Not
convince me against
The
challenge. The years
And cold
defeat live deep in
Lines along
my face.
They dull
my eyes, yet
I keep on
dying,
21 julho 2012
52ºC
quando se sobrevive a 52ºC em pleno Deserto da Judeia reavaliamos a importância da coragem e da vontade no nosso quotidiano.
quantas vezes o "não consigo" nos impede de ir mais além?
quantas vezes o "não sei" esconde apenas o medo?
quantas vezes o "não posso" representa o apego à nossa rotina?
sobreviver ao deserto foi uma prova e uma lição, especialmente tendo em conta que durante 10 dias o alimento foi reduzido a pão, água, omari, papas de aveia, arroz, beterraba e cenouras cozidas.
E se o corpo sobreviveu, o espírito renasceu na alegria da partilha, do conhecimento e da vivência histórica.
09 julho 2012
Gabriel
Quando li Cem Anos de Solidão não percebi muito do que acontecia com aquela família Buendia, mas percebi muito do que ía na imaginação daquele autor com tanto para dizer e que usava as personagens para simplesmente contar as suas histórias: várias histórias que pululavam nos seus sonhos, na sua vida em busca de um rumo ou do caminho para subir aquela montanha.
Nem sabia que aquele autor era prémio Nobel, nem o que isso significava. Estava apaixonada por aquele livro, o primeiro com quase 5 centenas de páginas que li vorazmente sobre um sentimento que me atormentava (pensava eu). Quando cheguei ao fim, não percebi o título e durante muito tempo não o percebi. Não encontrei a tal solidão, nem percebi como uma família tão extensa poderia sentir tal coisa (tão iluminado esta meu cérebro!).
Mais tarde conheci o autor: os prémios, a vida, a obra... contudo não passei das páginas iniciais de memórias das minhas tristes putas ou de uma adaptação cinematográfica de amor em tempo de cólera.
Mas nunca mais encontrei o Gabo, como é carinhosamente chamado. Talvez porque os bons livros são assim mesmo: nada os substitui. Mas eis que agora corre mundo a notícia que o Gabo parou de escrever, a memória atraiçoa-o.
Para mim encontrou a solidão nas suas histórias e agora pode dedicar-se a explicá-la em palavras curtas, em lições simples... porque não são necessárias páginas em barda para nos pôr a pensar, especialmente, quando tudo ficou demasiado efémero.
Nem sabia que aquele autor era prémio Nobel, nem o que isso significava. Estava apaixonada por aquele livro, o primeiro com quase 5 centenas de páginas que li vorazmente sobre um sentimento que me atormentava (pensava eu). Quando cheguei ao fim, não percebi o título e durante muito tempo não o percebi. Não encontrei a tal solidão, nem percebi como uma família tão extensa poderia sentir tal coisa (tão iluminado esta meu cérebro!).
Mais tarde conheci o autor: os prémios, a vida, a obra... contudo não passei das páginas iniciais de memórias das minhas tristes putas ou de uma adaptação cinematográfica de amor em tempo de cólera.
Mas nunca mais encontrei o Gabo, como é carinhosamente chamado. Talvez porque os bons livros são assim mesmo: nada os substitui. Mas eis que agora corre mundo a notícia que o Gabo parou de escrever, a memória atraiçoa-o.
Para mim encontrou a solidão nas suas histórias e agora pode dedicar-se a explicá-la em palavras curtas, em lições simples... porque não são necessárias páginas em barda para nos pôr a pensar, especialmente, quando tudo ficou demasiado efémero.
“Se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros páram, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros páram, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”
Gabriel Garcia Marquez (Carta de Despedida aos Amigos)
[publicado por José Eduardo Taveira a 07/07/2012 em: http://autores.sitiodolivro.pt/2012/07/07/gabriel-garcia-marquez-carta-de-despedida-aos-amigos/]
05 julho 2012
Different Sides
Há poucos cantores assim que me façam querer ouvi-los recorrentemente. São várias as composições que me acompanham. Da melodia, à mensagem, mas principalmente a voz que encorpora palavras simples, mas que tudo dizem...
We find ourselves on different sides
Of a line nobody drew
Though it all may be one in the higher eye
Down here where we live it is two
I to my side call the meek and the mild
You to your side call the Word
By virtue of suffering I claim to have won
You claim to have never been heard
Both of us say there are laws to obey
But frankly I don’t like your tone
You want to change the way I make love
I want to leave it alone
The pull of the moon, the thrust of the sun
And thus the ocean is crossed
The waters are blessed while a shadowy guest
Kindles a light for the lost
Both of us say there are laws to obey
But frankly I don’t like your tone
You want to change the way I make love
I want to leave it alone
Down in the valley the famine goes on
The famine up on the hill
I say that you shouldn’t, you couldn’t, you
can’t
You say that you must and you will
Both of us say there are laws to obey
But frankly I don’t like your tone
You want to change the way I make love
I want to leave it alone
You want to live where the suffering is
I want to get out of town
C’mon baby give me a kiss
Stop writing everything down
Both of us say there are laws to obey
Yeah, but frankly I don’t like your tone
You want to change the way I make love
I want to leave it alone
07 junho 2012
Extremely Loud & Incredibly Close
"I started with a simple problem... a key with no lock... and I designed a system I thought fit the problem. I broke everything down in the smallest parts... and tried to think of each person as a number... in a gigantic equation. But it wasn't working... because people aren't like numbers. They're more like letters... and those letters want to become stories... and dad said that stories need to be shared.
I had anticipated a six minute visit with each person named "Black"... but they were never just six minutes. Everyone took more time than I had planned for... to try and comfort me and make me feel better about my dad... and to tell me their stories. But I didn't want to feel better and I didn't want friends... I just wanted the lock. I wasn't getting any closer to my dad... I was losing him."
Ainda há pouco escrevia que a vontade é a luz da vida. Para mim a vontade é o mínimo denominador no ser humano, pode não ser comum mas é ela que nos faz perseverar, procurar, encontrar, saborear... em suma: viver! Este é um filme de vontade, mas acima de tudo, um filme de descoberta das histórias pessoais de cada um e essas histórias precisam de ser partilhadas para terem vontade de existir.
20 maio 2012
Intouchables (2011)
Não é necessário ser um filme aclamado pela crítica ou vencedor de vários prémios internacionais (César, David, Tokyo, Étoile D'Or) para chamar a minha atenção. Neste momento, basta ser francês e merecer a promoção em Portugal (ou ser-me recomendado por um conhecido). Intouchables foi dos filmes europeus mais promovidos em Portugal no lançamento, mas talvez por isso, só agora me apeteceu verdadeiramente vê-lo em versão original primeiro, e depois com legendas (devido à gíria). Bastou a descontração de Omar Sy para me cativar (e à crítica internacional), contudo o filme é muito mais do que as interpretações dos seus protagonistas.
Intouchables mostra como os preconceitos e os estereótipos nos tornam cegos e como as amizades podem ser verdadeiramente improváveis. Mostra-nos igualmente o mal que nos faz percebemos que os outros sentem por nós pena e compaixão, deixando de nos respeitar.
Lição de vida, mas acima tudo ensinamento sobre a forma como nos relacionamos uns com os outros, especialmente na diferença.
Intouchables mostra como os preconceitos e os estereótipos nos tornam cegos e como as amizades podem ser verdadeiramente improváveis. Mostra-nos igualmente o mal que nos faz percebemos que os outros sentem por nós pena e compaixão, deixando de nos respeitar.
Lição de vida, mas acima tudo ensinamento sobre a forma como nos relacionamos uns com os outros, especialmente na diferença.
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