quem nada tem nada pode perder, mas quem arrisca pode ganhar tudo... 'sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?' [Fernando Pessoa, D. Sebastião]
19 dezembro 2010
Christmas Eve/ Sarajevo (Trans-Siberian Orchestra)
in an old city bar
that is never too far
from the places that gather
the dreams that have been
in the safety of night
with it's old neon light
it beckons to strangers
and they always come in
and the snow it was falling
the neon was calling
the music was low
and the night
christmas eve
and here was the danger
that even with strangers
inside of this night
it was easier to believe
for it was into this bar
that i happened to wander
to stare into a glass
and my universe ponder
so i walked up to the counter
shook the snow off my coat
then i ordered a whiskey
that i used like a moat
but an old man soon joined me
and asked if i knew the time
one word led to another
and somehow i didn't mind
then he offered a drink
from a bottle 'neath his coat
and he smiled a little smile
as it trickled down my throat
and i felt myself relaxing
here among the ghosts that failed
then the old man topped my glass off
and began this little tale
in the moments of our lives
both the joyous and the tragic
if the truth is to be told
we are all pursuing magic
and the magic that we seek
as we're sure you have discovered
can be found in certain places
far more easily than others
in the sand beneath the sphinx
in the dreams of candlelight
but the surest place of all
is in the forgiving world of night
and of all the nights throughout the year
that come and gently leave
none hold the dream of magic
like the evening, christmas eve
and so it's on this night
with it's promise deep within
as the snow now starts to fall
our story does begin
28 novembro 2010
Macy Gray
Macy Gray, a cantora norte-americana conhecida pelos mixes de elementos de hip hop, soul, jazz e r&b, tem novo álbum. The Sellout é o produto de uma época de grandes desaires na vida de Gray. Depois do mega fracasso de Big, do abandono da sua equipa de produção e da editora, de várias relações amorosas frustradas, Gray confessa que precisava de se reencontrar e rodear-se do "essencial". Consegue um espaço cedido por um amigo, outros amigos se lhe juntam e começa a produzir, escrevendo sobre o que sente, dançando os sons que lhe são familiares.
The Sellout conta com as participações de Velvet Revolver (Slash), Bobby Brown e Romika. Revela um som funk-rock, misturado com o clássico R&B e, claro, a voz rouca de Macy Gray.
O single de avanço é o colorido e ritmado Beauty in the world, mas se dependesse de mim, o air play daria destaque a:
Still Hurts
Let you win
I get a taste of the summer sun every time you walk into my door
Yeah, we laugh and we tease
Yeah, you're so easy but I ain't satisfied 'til I make you cry
And I'm shaking while you're breaking away
And if I had to do it over, I'd see you again
I'd do it right and when we fight I'd let you win 'cause my world is nearly nothing without you in it
Should-a let it go
Could-a let it go
Could-a let you win
Ou Kissed It, com os Velvet Revolver
O álbum acaba com uma promessa: este é o seu regresso em grande (The Comeback).
Hey big world, it's me again
I'm coming way back to be big again
Gonna make it like it was in the beginning 'cause I'm missing all my fair-weather friend
And since you let me go, wanna let you know that I don't know where I'm going
And maybe if you knew about my history you wouldn't 've been such a big bitch to me
20 novembro 2010
Eat, Pray, Love (Elizabeth Gilbert)
Começou por ser um livro que ocupou a lista de non-fiction best sellers do New York Times Paperbacks por 182 semanas, traduzido em mais de 30 línguas e com mais de 7 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Antes, Liz Gilbert publicara um livro de contos Pilgrims (1997), uma novela Stern Men (2000) e a biografia de Eustace Conway (The Last American Man - 2002). Apesar de aclamados, o seu sucesso só chegou depois do smash hit - Eat, Pray, Love - agora adaptado ao cinema por Ryan Murphy e protagonizado por Julia Roberts.
Eat, Pray, Love (2006) conta a história da viagem de Liz Gilbert pela Itália, Índia e Indonésia após o fim de um casamento infeliz. Por Itália descobriu o fascínio pela comida. Na Índia aninhou-se num ashram para redescobrir o seu eu interior e encontrar Deus; e, finalmente, em Bali encontrou o amor, ou melhor, deixou de fugir do mesmo.
O que lança a história de Eat, Pray, Love é uma anedota italiana que conta a história de um pobre que todos os dias se prostrava perante o santo pedindo-lhe que lhe saísse a lotaria. Certo dia, cansado de ouvir as orações, o santo desce do altar e vem junto do pobre suplicando-lhe: "por favor, compra um bilhete de lotaria".
A mensagem é mesmo essa: não devemos acomodar-nos ao que a vida nos dá, devemos arriscar e mudar a rotina; em vez de pedir, devemos fazer; em vez de fugir, devemos ter a coragem de ficar...
![]() |
| Proposta de Design por Allyson Cardinale |
Antes, Liz Gilbert publicara um livro de contos Pilgrims (1997), uma novela Stern Men (2000) e a biografia de Eustace Conway (The Last American Man - 2002). Apesar de aclamados, o seu sucesso só chegou depois do smash hit - Eat, Pray, Love - agora adaptado ao cinema por Ryan Murphy e protagonizado por Julia Roberts.
Eat, Pray, Love (2006) conta a história da viagem de Liz Gilbert pela Itália, Índia e Indonésia após o fim de um casamento infeliz. Por Itália descobriu o fascínio pela comida. Na Índia aninhou-se num ashram para redescobrir o seu eu interior e encontrar Deus; e, finalmente, em Bali encontrou o amor, ou melhor, deixou de fugir do mesmo.
O que lança a história de Eat, Pray, Love é uma anedota italiana que conta a história de um pobre que todos os dias se prostrava perante o santo pedindo-lhe que lhe saísse a lotaria. Certo dia, cansado de ouvir as orações, o santo desce do altar e vem junto do pobre suplicando-lhe: "por favor, compra um bilhete de lotaria".
A mensagem é mesmo essa: não devemos acomodar-nos ao que a vida nos dá, devemos arriscar e mudar a rotina; em vez de pedir, devemos fazer; em vez de fugir, devemos ter a coragem de ficar...
13 novembro 2010
Die Papstin (Papisa Joana)
No ano 2000 lia o livro editado pela Presença e ficava fascinada com a história da mulher que ousou ser homem para chegar ao topo da hierarquia mais masculina do mundo: o Papado.
A pequena Joana, viveu na Idade Média (alguns dizem século IX, outros XIII), quando as mulheres obedeciam aos maridos e existiam apenas para os servir. Mas desde pequena revelou grandes dotes de aprendizagem e vontade de conhecer. Aprendeu a ler e escrever latim e grego, aprendeu o segredo da cura usando as plantas e assumiu a identidade do irmão entretanto falecido na luta contra os saxões.
Na Convento de Furla viveu como monge; foi para Roma e tornou-se médica e conselheira papal. O apoio de alguns conselheiros do Papa e do povo haveria de a conduzir à cadeira de São Pedro onde tomou decisões para a criação de escolas para a educação das mulheres. Mas apaixonou-se e engravidou; e a sua missão terminou cedo. A tempo de permitir aos seus inimigos apagarem-na da História (ou talvez não...).
Donna Woolfolk Cross escreveu, Sonke Wortmann realizou e Johanna Wokalek interpretou. Um filme europeu, intenso, sobre uma lenda (ou não). Uma história controversa, um final comovente.
As grandes questões que permanecem: se Joana era um instrumento de Deus, devota e cheia de fé, convicta da sua missão, como cede tão facilmente aos encantos de Gerold? Será o celibato realmente indispensável aos "obreiros" do Senhor?
Afinal, porque não podem as mulheres ser parte da História e da hierarquia da Igreja, se a fé e a missão são dons de Deus?
A pequena Joana, viveu na Idade Média (alguns dizem século IX, outros XIII), quando as mulheres obedeciam aos maridos e existiam apenas para os servir. Mas desde pequena revelou grandes dotes de aprendizagem e vontade de conhecer. Aprendeu a ler e escrever latim e grego, aprendeu o segredo da cura usando as plantas e assumiu a identidade do irmão entretanto falecido na luta contra os saxões.
Na Convento de Furla viveu como monge; foi para Roma e tornou-se médica e conselheira papal. O apoio de alguns conselheiros do Papa e do povo haveria de a conduzir à cadeira de São Pedro onde tomou decisões para a criação de escolas para a educação das mulheres. Mas apaixonou-se e engravidou; e a sua missão terminou cedo. A tempo de permitir aos seus inimigos apagarem-na da História (ou talvez não...).
Donna Woolfolk Cross escreveu, Sonke Wortmann realizou e Johanna Wokalek interpretou. Um filme europeu, intenso, sobre uma lenda (ou não). Uma história controversa, um final comovente.
As grandes questões que permanecem: se Joana era um instrumento de Deus, devota e cheia de fé, convicta da sua missão, como cede tão facilmente aos encantos de Gerold? Será o celibato realmente indispensável aos "obreiros" do Senhor?
Afinal, porque não podem as mulheres ser parte da História e da hierarquia da Igreja, se a fé e a missão são dons de Deus?
05 novembro 2010
The other guys
Um filme para desanuviar da obrigação profissional. Sem grandes enredos, mas com estrelas de hollywood.
Realizado por Adam McKay, "The other guys" conta a história de dois agentes policiais de Nova York habituados a trabalhos de secretária. Hoitz (Mark Walberg) porque atingiu por engano uma grande estrela do basebol americano e Gamble (Will Ferrel) porque a mulher (Eva Mendes) lhe pede para ser cuidadoso e não correr perigos. Contudo, um dia é-lhes dada a oportunidade de mostrarem o seu valor e "apanharem" os mauzões.
Uma comédia hilariante, que desconstrói clichés e surpreende pela idiotice.
Realizado por Adam McKay, "The other guys" conta a história de dois agentes policiais de Nova York habituados a trabalhos de secretária. Hoitz (Mark Walberg) porque atingiu por engano uma grande estrela do basebol americano e Gamble (Will Ferrel) porque a mulher (Eva Mendes) lhe pede para ser cuidadoso e não correr perigos. Contudo, um dia é-lhes dada a oportunidade de mostrarem o seu valor e "apanharem" os mauzões.
Uma comédia hilariante, que desconstrói clichés e surpreende pela idiotice.
21 outubro 2010
Rudyard Kipling
Mantenho seis servos honestos
(que me ensinaram tudo o que sei);
Os seus nomes são O quê e Porquê e Quando
e Como e Onde e Quem.
E envio-os por terra e mar,
Envio-os do este ao oeste,
mas depois de terem trabalhado por mim,
Dou-lhe todo o descanso.
I KEEP six honest serving-men
(They taught me all I knew);
Their names are What and Why and When
And How and Where and Who.
I send them over land and sea,
I send them east and west;
But after they have worked for me,
I give them all a rest.
I let them rest from nine till five,
For I am busy then,
As well as breakfast, lunch, and tea,
For they are hungry men.
But different folk have different views;
I know a person small—
She keeps ten million serving-men,
Who get no rest at all!
She sends'em abroad on her own affairs,
From the second she opens her eyes—
One million Hows, two million Wheres,
And seven million Whys!
[excerto de: The Elephant's Child]
Kipling também disse:
A woman's guess is much more accurate than a man's certainty.
A man's mind is wont to tell him more than seven watchmen sitting in a tower.
A people always ends by resembling its shadow.
Asia is not going to be civilized after the methods of the West. There is too much Asia and she is too old.
We have forty million reasons for failure, but not a single excuse.
Words are, of course, the most powerful drug used by mankind.
If history were taught in the form of stories, it would never be forgotten.
(que me ensinaram tudo o que sei);
Os seus nomes são O quê e Porquê e Quando
e Como e Onde e Quem.
E envio-os por terra e mar,
Envio-os do este ao oeste,
mas depois de terem trabalhado por mim,
Dou-lhe todo o descanso.
I KEEP six honest serving-men
(They taught me all I knew);
Their names are What and Why and When
And How and Where and Who.
I send them over land and sea,
I send them east and west;
But after they have worked for me,
I give them all a rest.
I let them rest from nine till five,
For I am busy then,
As well as breakfast, lunch, and tea,
For they are hungry men.
But different folk have different views;
I know a person small—
She keeps ten million serving-men,
Who get no rest at all!
She sends'em abroad on her own affairs,
From the second she opens her eyes—
One million Hows, two million Wheres,
And seven million Whys!
[excerto de: The Elephant's Child]
Kipling também disse:
A woman's guess is much more accurate than a man's certainty.
A man's mind is wont to tell him more than seven watchmen sitting in a tower.
A people always ends by resembling its shadow.
Asia is not going to be civilized after the methods of the West. There is too much Asia and she is too old.
We have forty million reasons for failure, but not a single excuse.
Words are, of course, the most powerful drug used by mankind.
If history were taught in the form of stories, it would never be forgotten.
16 outubro 2010
I Remain
How crass you stand before me
With no blood to fuel your fame
How dare you weild such flippancy without requisite shame
Your very existence becomes my sacred mission's bane
You bow to kiss my hand and I ignore ignited flame
I moved to meet you
Untouched I do remain
To some it seems foreign
Why I would steely forge ahead
This land entrusted to me knows not of hallowed secrets
Ill keep it to myself
My own advicement in my head
Your charm can not distract me
From the path Im born to tread
How Im thrilled to know you
Affected, I remain
How Ive learned to like you
Undeterred I do remain
Less daunting as team?
You unlikely king by my side
And me, so much better for trusting you
My hand over your heart
While you keep hindrances at bay
Color me surprised by how our union saves the day
How Ive grown to need you
As my soul I just faiths
How I love to know you
And how I remain
I remain
Tema principal do filme The Prince of Persia: sands of time, realizado por Mike Newell, com Jake Gyllenhaal, Ben Kingsley e Gemma Arterton nos principais papéis. Um filme de sábado à tarde que mostra como os laços de família podem ser tão fortes e tão ténues, como o sangue é um pretexto, e como os laços que ligam duas pessoas a um destino podem estar para além do tempo, rodeados de muita fantasia.
With no blood to fuel your fame
How dare you weild such flippancy without requisite shame
Your very existence becomes my sacred mission's bane
You bow to kiss my hand and I ignore ignited flame
I moved to meet you
Untouched I do remain
To some it seems foreign
Why I would steely forge ahead
This land entrusted to me knows not of hallowed secrets
Ill keep it to myself
My own advicement in my head
Your charm can not distract me
From the path Im born to tread
How Im thrilled to know you
Affected, I remain
How Ive learned to like you
Undeterred I do remain
Less daunting as team?
You unlikely king by my side
And me, so much better for trusting you
My hand over your heart
While you keep hindrances at bay
Color me surprised by how our union saves the day
How Ive grown to need you
As my soul I just faiths
How I love to know you
And how I remain
I remain
Tema principal do filme The Prince of Persia: sands of time, realizado por Mike Newell, com Jake Gyllenhaal, Ben Kingsley e Gemma Arterton nos principais papéis. Um filme de sábado à tarde que mostra como os laços de família podem ser tão fortes e tão ténues, como o sangue é um pretexto, e como os laços que ligam duas pessoas a um destino podem estar para além do tempo, rodeados de muita fantasia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


