09 outubro 2007

A Voz dos Deuses

[Viriato por Carlos Alberto Santos]


A Voz dos Deuses é já um clássico do romance histórico português contemporâneo. Uma leitura apaixonante que nos dá a conhecer a história de Viriato, um dos construtores da realidade ibérica.

Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.

Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância. Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.



[um retrato apaixonante das lutas contra as legiões romanas, contra o opressor; da vontade férrea de independência com sacrifícios de vida, de amor. O retrato visionário e a consciência da importância da honra e dos princípios que pautam a conduta humana. A crença nos deuses, na sua protecção, nos seus milagres, quando se torna difícil acreditar nos milagres humanos. Um livro fascinante que se lê de um sopro e que nos marca como uma esperança.]


08 outubro 2007

zzyzx road

I don't know how else to put this.
It's taken me so long to do this.
I'm falling asleep and I can't see straight.

My muscles feel like a melee,
My body's curled in a U-shape.
I put on my best, but I'm still afraid.

Propped up by lies and promises.
Saving my place as life forgets.
Maybe it's time I saw the world.

I'm only here for a while.
Patience is not my style,
And I'm so tired that I got to go.

Where am I supposed to hide now?
What am I supposed to do?
Did you really think I wouldn't see this through?

Tell me I should stick around for you.
Tell me I can have it all.
I'm still too tired to care and I got to go.

I get to go home in one week.

But I'm leaving home in three weeks.
They throw me a bone just to pick me dry.

I'm following suit and directions.
I crawl up inside for protection.
I'm told what to do and I dont know why.

I'm over existing in limbo
I'm over the myths and placebos
I dont really mind if I just fade away

I'm ready to live with my family.
I'm ready to die in obscurity
Cause I'm so tired that I got to go.

Where am I supposed to hide now?
What am I supposed to do?
You still don't think I'm gonna see this through?

Tell me I'm a part of history.
Tell me I can have it all.
I'm still too tired to care and I got to go.



[ou na versão mais curta: 'I'm drowning in dry land'... quando irei sair deste naufrágio?]

03 outubro 2007

Que serais-je sans toi [Louis Aragon]




Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement.

J'ai tout appris de toi sur les choses humaines
Et j'ai vu désormais le monde à ta façon
J'ai tout appris de toi comme on boit aux fontaines
Comme on lit dans le ciel les étoiles lointaines
Comme au passant qui chante on reprend sa chanson
J'ai tout appris de toi jusqu'au sens du frisson.

Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement.

J'ai tout appris de toi pour ce qui me concerne
Qu'il fait jour à midi, qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne
Tu m'as pris par la main dans cet enfer moderne
Où l'homme ne sait plus ce que c'est qu'être deux
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux.

Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement.

Qui parle de bonheur a souvent les yeux tristes
N'est-ce pas un sanglot que la déconvenue
Une corde brisée aux doigts du guitariste
Et pourtant je vous dis que le bonheur existe
Ailleurs que dans le rêve, ailleurs que dans les nues.
Terre, terre, voici ses rades inconnues.

Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement.



[o amor é perigoso! Sim – responde o anjo – e então?]

01 outubro 2007

Outro Testamento

Quando eu morrer deitem-me nu à cova
Como uma libra ou uma raiz,
Dêem a minha roupa a uma mulher nova
Para o amante que a não quis.

Façam coisas bonitas por minha alma:
Espalhem moedas, rosas, figos.
Dando-me terra dura e calma,
Cortem as unhas aos meus amigos.

Quando eu morrer mandem embora os lírios:
Vou nu, não quero que me vejam
Assim puro e conciso entre círios vergados.
As rosas sim; estão acostumadas

A bem cair no que desejam:
Sejam as rosas toleradas.
Mas não me levem os cravos ásperos e quentes
Que minha Mulher me trouxe:
Ficam para o seu cabelo de viúva,
Ali, em vez da minha mão;
Ali, naquela cara doce...
Ficam para irritar a turba
E eu existir, para analfabetos, essa correcta irritação.

Quando eu morrer e for chegando ao cemitério,
Acima da rampa,
Mandem um coveiro sério
Verificar, campa por campa
(Mas é batendo devagarinho
Só três pancadas em cada tampa,
E um só coveiro seguro chega),
Se os mortos têm licor de ausência
(Como nas pipas de uma adega
Se bate o tampo, a ver o vinho):
Se os mortos têm licor de ausência
Para bebermos de cova a cova,
Naturalmente, como quem prova
Da lavra da própria paciência.

Quando eu morrer. . .
Eu morro lá!
Faço-me morto aqui, nu nas minhas palavras,
Pois quando me comovo até o osso é sonoro.

Minha casa de sons com o morador na lua,
Esqueleto que deixo em linhas trabalhado:
Minha morte civil será uma cena de rua;
Palavras, terras onde moro,
Nunca vos deixarei.

Mas quando eu morrer, só por geometria,
Largando a vertical, ferida do ar,
Façam, à portuguesa, uma alegria para todos;
Distraiam as mulheres, que poderiam chorar;
Dêem vinho, beijos, flores, figos a rodos,
E levem-me - só horizonte - para o mar.


[Vitorino Nemésio]


A homenagem sentida ao poeta das ilhas, do Mau Tempo no Canal, do Cavalo Encantado...

26 setembro 2007

Boa sorte ou Good Luck

[Vanessa da Mata & Ben Harper]





É só isso
Não tem mais jeito
Acabou
Boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That's it
There is no way
It's over
Good luck
I have nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change

Tudo o que quer me dar
Everything you want to give me
É demais
It too much
É pesado
It's heavy
Não há paz
There is no peace
Tudo o que quer de mim
All you want from me
Irreais
Isn´t real
Expectativas
Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world... in the world
All you want all you want

Now were falling (falling) [...] into the night.



[estou completamente viciada nesta música...]

25 setembro 2007

knocked up



Comédia hilária e totalmente non sense.


Allison é uma mulher de carreira, low profile e solteira. Ben é um party animal, despreocupado com a vida e eternamente condenado ao desprezo das mulheres.

One night stand, uma gravidez indesejada. Vidas que mudam. Aprendizagens do desconhecido e acima de tudo: muitos desencontros, muitos silêncios... e muitos exemplos de que as coisas podem ser simples, se todos tivermos coragem de perceber o que somos, o que esperamos dos outros e o que eles esperam de nós. A legitimidade da partilha, a proximidade do afecto, a sinceridade do assumir que não somos perfeitos, mas todos podemos ser um pouco melhores... por e com aqueles que amamos. Tudo isto apimentado com as piadas non-sense de um grupo de amigos drug and tits addicted...


Seth Rogen, uma agradável surpresa!


Com Seth Rogen (the 40 years Old Vigin, You me and Dupree) e Katherine Heigl ('Izzie' Stevens de Anatomia de Grey).


Nota: ainda não estreou em Portugal!



23 setembro 2007

Unfinished Sympathy

I know that I've imagined love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part



[Shara Nelson]