From underneath the trees, we watch the sky
Confusing stars for satellites
I never dreamed that you'd be mine
But here we are, we're here tonight
Singing Amen, I, I'm alive
Singing Amen, I, I'm alive
If everyone cared and nobody cried
If everyone loved and nobody lied
If everyone shared and swallowed their pride
Then we'd see the day when nobody died
And I'm singing
Amen I, Amen I, I'm alive
Amen I, Amen I, Amen I, I'm alive
And in the air the fireflies
Our only light in paradise
We'll show the world they were wrong
And teach them all to sing along
Singing Amen, I, I'm alive
Singing Amen, I, I'm alive (I'm alive)
And as we lie beneath the stars
We realize how small we are
If they could love like you and me
Imagine what the world could be
If everyone cared and nobody cried
If everyone loved and nobody lied
If everyone shared and swallowed their pride
Then we'd see the day when nobody died
When nobody died...
We'd see the day, we'd see the day
When nobody died
[nem seria preciso que fossem todos, bastaria apenas mais 1...]
quem nada tem nada pode perder, mas quem arrisca pode ganhar tudo... 'sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?' [Fernando Pessoa, D. Sebastião]
19 fevereiro 2007
09 fevereiro 2007
08 fevereiro 2007
Not Too Late

E a menina dócil de voz suave e pungente que «não sabe porquê», nem «o que significa para ele» está de volta com o Not Too Late, um álbum bem menos ingénuo que o Come away with me, bem menos antitético que o Feels like Home.
Thinking About You é o primeiro single, escrito em 1999 e recuperado para uma «sonoridade adequada», longe dos ritmos pop-rock, segundo a autora-compositora. Norah Jones assume os sentimentos e pára de se esconder atrás das dúvidas paralisantes. Parece ter percebido o Cold, cold heart e o porquê do Don't miss you at all quando ele não Come away with me. Reconhecendo que It's not too Late para Thinking about you sublinha, no entanto, que quando You wake me up acabas por não ser meu amigo. Contudo, Be my Somebody... enquanto te revejo em Broken.
Thinking About You é o primeiro single, escrito em 1999 e recuperado para uma «sonoridade adequada», longe dos ritmos pop-rock, segundo a autora-compositora. Norah Jones assume os sentimentos e pára de se esconder atrás das dúvidas paralisantes. Parece ter percebido o Cold, cold heart e o porquê do Don't miss you at all quando ele não Come away with me. Reconhecendo que It's not too Late para Thinking about you sublinha, no entanto, que quando You wake me up acabas por não ser meu amigo. Contudo, Be my Somebody... enquanto te revejo em Broken.
"Broken"
He's got a broken voice and a twisted smile,
Guess he's been that way for quite awhile,
Got blood on his shoes and mud on his brim,
Did he do it to himself or was it done to him?
People think he don't look well,
But all he needs from what I can tell,
Is someone to help wash away all the paint,
From his purple hands before it gets too late.
I saw him stand alone ... under a broke street light,
So sincere... singing silent night,
But the trees were full... and the grass was green,
It was the sweetest thing I had ever seen.
He may move slow,
But that don't mean he's going nowhere,
He may be moving slow,
But that don't mean he's going nowhere.
07 fevereiro 2007
Pablo Neruda

Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada [1924]
O corpo da mulher e a natureza, o todo divino na face feminina do ser, do existir. A pena corria leve nas mãos do Neruda de 20 anos, dos 20 poemas de amor, da sua cantiga desesperada...
O amor, as cambiantes duras do crescimento, das ilusões; essas musas encantadoras que no sofrimento fazem brotar fontes de palavras, jorros de pérolas literárias deliciosas...
IV
Recordarás aquela quebrada caprichosa
de onde os aromas palpitantes treparam,
de quando em quando um pássaro vestido
com água e lentitude: traje do inverno.
Recordarás dos dons da terra:
irascível fragrância, barro de ouro,
ervas do matagal, loucas raízes,
sortilégios espinhos como espadas.
Recordarás o ramo que te trouxe,
ramo de sombra e água com silêncio,
ramo como uma pedra com espuma.
E aquela vez foi como nunca e sempre:
vamos ali donde nos espera nada
e falamos tudo o que está esperando.
Cem Sonetos de Amor [2004]
Porque da pena do poeta sairá sempre a expressão dos sentimentos dominantes; das contradições existenciais: puras como a brancura, inatingíveis como o céu, complexas como a luz. Não te amo, não dizia outro poeta* no desespero das contradições, de um querer bruto e fero.
Saberás que não te amo e que te amopois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.
Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.
O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
* Almeida Garrett - "Não te amo" [Folhas Caídas, 1853]
03 fevereiro 2007
APOCALYPTO
IESUS... ainda estou em estado de ebulição! Esfacelante...
Mel Gibson, é senhor! Retoma o azul de BraveHeart e apresenta-nos um guerreiro colectivo anónimo, sem estrelas sonantes, com um teaser certeiro...
[apesar de me interrogar sobre quantas pessoas que tal como eu vêm um filme destes apenas e só por ser 'Mel Gibson made']
Um filme que prende ao ecrã e não: a violência não é gratuita... é simplesmente demasiado realista! Não revolta ou enternece como n' A Paixão de Cristo, apenas: Diverte! Até porque é uma forma de mostrar que o ser humano não é naturalmente bom, nem o quer ser [desculpa lá Rousseau!].
A atenção aos pormenores, o retrato de situações impensavelmente brilhantes... a sobrevivência e os milagres (sim, o eclipse mais rápido da História só pode ser um milagre!).
Marcante: a libertação dos prisioneiros salvos do sacrifício ao deus, mas condenados à crueldade dos predadores; a criança que dança no ventre da mãe; as formigas como sutura de feridas; as cataratas assassinas; um 'morto' que vê o seu coração a bater nas mãos de outro homem; as cabeças que rolam pela pirâmide... para logo serem expostas em lanças apontadas ao céu... o silêncio da floresta...
Rudy Youngblood pode não ser um actor consagrado, mas é fenomenal na pele do Guerreiro Maya Jaguar Paw demasiado consciente da mudança dos tempos, demasiado atento ao coração dos outros. A personificação de um Amor natural. Porque quando a hora da morte chega, há quem não esteja preparado. A empatia é imedita.
Fabulosas as paisagens, os cenários... a fotografia! Nada foi deixado ao acaso... afinal: nada pode contrariar o destino do pormenor!
Curiosamente, a Academia só se lembrou de Apocalypto para o Melhor Som, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Caracterização... 'preferindo' a fotografia do Ilusionista, Dália Negra, Children of Men, The Prestige [filmes de outras épocas e bem mais sombrios... estará a cor a ser condenada?]... ... ...
02 fevereiro 2007
Renaissance

Renaissance é:
Um espectáculo visualmente expressionista com personagens em registo naturalista, procurando um efeito patético; de arquitectura renascentista com nuances simbolistas e espírito rococó; construção de personagem à Stanislavsky e desenho de luzes à Bob Wilson. Um espectáculo feminista-demodée sobre maldades, mentiras, fealdade e redenção. Um espectáculo que põe em diálogo seis mulheres, duas épocas, dois planos, duas interpretações. Joga-se ora o século XVI ora o XXI. Joga-se a transposição para teatro comercial de uma investigação histórica académica. Joga-se a vivência de seis mulheres no espaço de um teatro em luta pela suposta verdade de três personagens. Joga-se a experiência absurda de um morto no Iraque a ladear três outros fantasmas históricos. Se já está confundido... bem vindo à nossa Era Híbrida, bem vindo a Renaissance!
Estreia dia 16 de Fevereiro!
Verónica, Violeta e Amparo são três investigadoras universitárias que apresentam, numa concorrida vernissage, os resultados do seu estudo “O Renascimento Português no Feminino em Sintra”. O sucesso editorial é ensombrado pela morte, no Iraque, de André Magalhães: filho de Violeta e marido de Verónica.
Ângela, Augusta e Bernarda são três actrizes em rápida ascensão que são contratadas para interpretar Luísa Sigeia, Paula Vicente e a Infanta D. Maria numa polémica adaptação ao teatro – com elevada viabilidade económica assegurada por um estudo de mercado – do estudo das investigadoras, projecto que é recebido com frontal oposição por Violeta.
O choque entre as seis mulheres é inevitável.
O choque entre séc. XVI e séc. XXI é inevitável.
Sucedem-se as confissões e as revelações, até ao clímax num karaoke-bar para lésbicas da noite lisboeta, na noite após a estreia do espectáculo.
Mas resta ainda conhecer o paradeiro do corpo de André Magalhães...
Mas resta ainda conhecer o paradeiro do corpo de André Magalhães...
Quando?
De 16 de Fevereiro a 18 de Março
Sextas, sábados e domingos às 22h00
De 16 de Fevereiro a 18 de Março
Sextas, sábados e domingos às 22h00
Onde?
Casa de Teatro de Sintra (Rua Veiga da Cunha, nº 20, 2710-627 Sintra)
Casa de Teatro de Sintra (Rua Veiga da Cunha, nº 20, 2710-627 Sintra)
Bilheteira:
Preço normal: 10€
Desconto de grupo: 7,5€ para grupos de 5 ou mais pessoas.
Bilhete “Amigo da Utopia Teatro”: 5€
Cartão Jovem Municipal: 5€
Sandra Canelas - Amparo
Raquel Ferreira - Ângela
Carla Dias - Augusta
Cláudia Faria - Bernarda
Rosália Maça - Violeta
Carla Trindade - Verónica
Preço normal: 10€
Desconto de grupo: 7,5€ para grupos de 5 ou mais pessoas.
Bilhete “Amigo da Utopia Teatro”: 5€
Cartão Jovem Municipal: 5€
Sandra Canelas - Amparo
Raquel Ferreira - Ângela
Carla Dias - Augusta
Cláudia Faria - Bernarda
Rosália Maça - Violeta
Carla Trindade - Verónica
Escusado será dizer que vou a esta peça de teatro e nem precisariam de me contar a história. E evitam de tentar sabotar as minhas intenções. A amizade é algo que não se explica, não tem relógio... tem sempre vontade e está sempre presente! FORÇA CARLA... eu estou, minha querida, e tu vais estar deslumbrante e magnética, como sempre!
Children of Men

P.D. James escreveu, Alfonso Cuaron realizou. Num futuro não muito distante, a humanidade perdeu a possibilidade de se reproduzir. Sem futuro, perde igualmente a esperança. Até que um dia, um milagre acontece e é necessário levar uma mulher em final de gravidez até ao Projecto Humano, um navio onde cientistas de todo o mundo se reunem para perceber o porquê da infertilidade e buscam a sua cura. Afinal, uma simples batida de coração pode mudar toda a Humanidade. E há coisas pelas quais vale a pena morrer.
Um filme cru e sombrio, onde o desespero e a desilusão se apresentam como única face da moeda. E quando se está muito desesperado comentem-se grandes erros, caminha-se pela vida sem rumo ou luz.
Um filme que mostra que a esperança por muito ténue e vaga pode devolver a razão de viver e vale a pena morrer por ela. Pois se morrermos sem ela, a nossa luz extingue-se e passaremos pelo nosso cadáver sem o vermos. Mas se morrermos por esperança seremos mais uma estrela no firmamento.
Finalmente uma lição: por muito que a vida nos afaste haverá sempre alguém a que poderemos recorrer, com confiança e incondicionalmente. São os carácteres presentes. Resta-nos encontrar estas pessoas na nossa vida, resta-nos encontrar a nossa ilusão: a missão que nos falta cumprir.
Um filme que cala, que senta e remata.
Com as brilhantes interpretações de Clive Owen e Claire-Hope Ashitey.
E a não menos brilhante e intensa Banda Sonora de John Tavener.
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