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04 abril 2007

A Sombra do Templário


Em 1265, os cavaleiros do Templo, o Papa e um impiedoso espião 8ao serviço de Carlos D'Anjou) perseguem um pergaminho que esconde um segredo. Um segredo que poderia mudar a História. Bernard Guils um templário que viaja num barco com destino a Barcelona, é envenenado no final do trajecto. Antes de morrer, Bernard Guils, dissera a um judeu que procurasse outro templário, Guillem - um discípulo de Bernard - para lhe entregar uns documentos muito importantes. Os pergaminhos de que Bernard falara antes de morrer desaparecem misteriosamente, dando lugar a uma trama inteligentemente entretecida com traições, esconderijos espiões que pretendem tomar posse dos valiosos documentos.
Desde a publicação do Código Da Vinci de Dan Brown que qualquer romance histórico com temas medievais, em torno dos Templários e sociedades secretas, assim como do Graal e da tradição celta, são apresentados como 'wannabies', isto é, como querendo ser um sucesso de prateleira. É certo que as publicações em torno destes temas aumentaram substancialmente tornando-se modas, no entanto, o epíteto 'wannabe' e o efeito de saturação provocado pelas editoras leva a que autênticas 'pérolas do entretém' sejam esquecidas nas prateleiras.
A Sombra do Templário joga com a aventura e o mistério, chegando o leitor ao fim percebendo que, se calhar, o tesouro não era tesouro nenhum e que - sabe-se lá - os Templários afinal andaram a brincar aos espiões criando teias comunicativas por todo o mundo para esconderem pedaços de papel nos locais mais inóspitos. E o que tinham esses manuscritos? Conhecimento: histórico, arqueológico, hermético, simbólico... seria afinal o Tesouro Templário o conhecimento que deles herdámos? Será que não existe nenhum ouro, nem pedras preciosas... pois é, a Sombra do Templário faz pensar e muito transmitindo numa escrita fluída e empolgante a mensagem da tolerância, da amizade e do agradecimento, que se opõem ao ódio, à loucura e à crueldade... as usual... tão usual que até já sabemos tudo de cor!

27 março 2007

A Comenda Secreta


D. Afonso Henriques e Gualdim Pais pertencem a um grupo secreto onde as tradições judaica, muçulmana e cristã estão representadas através dos seus membros. Mas os conhecimentos sigilosos desta «comenda secreta» estão em perigo devido à espionagem levada a cabo pelo rei de Leão e Castela e seus conselheiros. Os documentos secretos têm se ser preservados a todo o custo, para que o projecto do reino de Portugal possa vir a ser a realidade ímpar sonhada para os séculos futuros. A fundação da cidade templária de Tomar é o palco principal onde se desenvolve a trama em que a iniciação dos membros mais jovens da «comenda» e uma história de amor marcam o ritmo deste romance que evoca um grande mistério da nossa história.
A tolerância religiosa, a grandiosidade da actuação dos monges-guerreiros, por um lado fiéis aos seus princípios, por outro deslumbrados pela riqueza. Maria João Pardal e Ezequiel Marinho não pretenderam retratar a Ordem do Templo como uma ordem supra-humana mas antes humana e com as falhas e crueldade que isso acarreta.
Um romance simples e pouco ambicioso, que entretém usando como pano de fundo a minha magnífica cidade natal: Tomar. E sim, é uma cidade cheia de energias, cheia de mistérios sem fim e de túneis misteriosos entre a excepcional Igreja de Santa Maria dos Olivais (de heranças pagãs) e o Castelo que encerra o Convento de Cristo (sede da Ordem de Cristo, herdeira templária).
Um ponto de partida para se compreender a têmpera de quem faz Portugal, para nos apaixonarmos pela iniciação no caminho do «ser português», mas atenção... nada mais do que isso!

13 março 2007

O Número de Deus



O Número de Deus - o Segredo das Catedrais Góticas

[José Luis Coral]


Na Idade Média, o século XIII foi o século da mulher e das catedrais, uma época de culto à poesia, ao amor e à inteligência que encontra uma das suas expressões mais completas na arte gótica e permite a harmonia entre a beleza artística e a homenagem à deidade cristã. No entanto, é também uma época de perseguições religiosas que obrigam à clandestinidade e ao silêncio de personagens como a protagonista de O Número de Deus, Teresa Rendol. Filha de um mestre pintor e ela própria pintora desde muito jovem, a sua história atribulada leva-a a ser protagonista da construção das catedrais de Burgos e Leão, e a entrar em contacto com um dos segredos mais bem guardados, transmitidos de geração em geração entre o grémio dos arquitectos - o número de Deus, o segredo sobre o qual se sustentam as catedrais do novo estilo importado de França. No seu regresso à época medieval, José Luis Corral oferece-nos a detalhada paisagem histórica de um momento chave na evolução artística e ideológica da Europa, ao mesmo tempo que nos faz mergulhar num mistério de primordial importância.

Várias teorias apontam os Templários como os grandes impulsionadores da arquitectura gótica. Da construção do Templo que constituiria o prolongamento para a ascensão do homem à morada divina. No contraste das grandes construções que demoraram séculos a serem erigidas e adoradas - algumas delas ainda inacabadas - uma herança persistente que ainda hoje se admira e que ainda hoje permanece incompreensível. O Número de Deus no equilíbrio do Templo, a luz na significação das cores vitrais... o hermetismo e a cabala (quiçá!)
Um romance impregnado de mensagens históricas e humanas, de integridade e intolerância, de amores e adorações eternas.
Uma forma deliciosa de aprender!