Depois de o ter conhecido com De Rouille et D'os não consegui ficar indiferente a Jacques Audiard, realizador francês que cria improváveis ligações entre protagonistas de características inesperadas.
Em Sur mes Lévres, Vincent Cassel é Paul um ex. presidiário que tenta recomeçar a vida e que responde a um pedido de assistente para Carla (Emanuelle Devos), uma secretária quase surda que lê nos lábios em segredo. Carla é uma solitária, humilhada pelos colegas de trabalho, que vê em Paul a possibilidade de encontrar um aliado ou um amigo. Mas Paul tem uma ligação ao mundo do crime, difícil de resolver. É então que Carla começa a ajudá-lo e ambos desenvolvem uma grande cumplicidade, baseada em instinto de sobrevivência, mas sobretudo numa grande vontade de viver "para além da vida".
Um filme "real", com um enredo que não deixa ninguém indiferente!
quem nada tem nada pode perder, mas quem arrisca pode ganhar tudo... 'sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?' [Fernando Pessoa, D. Sebastião]
22 dezembro 2013
08 dezembro 2013
Disconnect (2012)
O retrato de três famílias contemporâneas: um pai ex.polícia que se retira para ficar em casa com o filho de 15 anos após a morte da mãe; um casal a quem morreu o filho bebé e um casal com dois filhos adolescentes, em que o pai advogado vive "ligado" ao trabalho.
O que os une? O argumento do filme e a falta de diálogo entre si. Filho sente-se aprisionado, com um pai agressivo, pouco dado à expressão do afecto e revoltado com a perda da mulher; um marido ex.marine perdido após a morte do filho e mergulhado num emprego em que não se sente valorizado, uma mulher que sente ter perdido o filho e o marido pois este nunca mais conversou ou mostrou por ela qualquer tipo de afecto; um pai advogado, sempre de telemóvel na mão, incapaz de mostrar preocupação com os filhos ou com a mulher.
A rotina é a marca dos diálogos entre as diferentes personagens, até que a tecnologia toma o protagonismo.
Cindy encontra num grupo de suporte online um amigo com quem partilha a sua tristeza em relação à perda do filho e à distância do marido. Contudo, os seus dados são roubados assim como todo o seu dinheiro. É então que face à inércia da polícia, decidem contratar Kyle, ex.polícia especialista em crimes cibernéticos, que os informa da possibilidade do amigo digital de Cindy ser o responsável. Derek decide confrontar esse "amigo" após ler os diálogos que o mesmo manteve com a mulher. É então que a perda do dinheiro e o "inimigo comum" re-conecta o casal.
Ben é um jovem adolescente, com problemas em fazer amigos e completamente apaixonado por música. Um dia dois colegas resolvem criar um falso perfil de facebook simulando ser uma adolescente e tornam-se amigos de Ben. Contudo, a brincadeira transforma-se em bullying e Ben tenta enforcar-se. Salvo pela irmã, fica em coma. É então que o pai decide preocupar-se e descobrir o que acontecera para o filho tentar o suicídio. Rapidamente chega a Jason e quando confronta o rapaz é agredido por Mike, que defende o filho. Os pais percebem a pouca atenção e o quão "desligados" têm estado dos mesmos e o mal que lhes tem feito a falta de diálogo. É depois desta briga que Rich percebe o quanto ama a família e o que tem de fazer para regressar para a mesma.
Mike, por seu turno, reaproxima-se do filho que reconhece o erro cometido e percebe o quanto o pai o ama.
Paralelamente à história destas três famílias que lutam por se "reconectar" no "mundo real", desenvolve-se a relação de Nina Dunham, uma jornalista ambiciosa, que se aproxima de um adolescente que se prostitui online, Kyle. Dunham convence Kyle a contar a sua história na televisão e acaba por ser coagida pelo FBI a revelar a localização do "bordel" onde Kyle vive com outros jovens.
Desligados é um filme de narrativa complexa onde as histórias aparecem como um mosaico. Não é extraordinário, contudo reflecte um dos principais problemas da actualidade: a falta de "ligação" interpessoal do ser humano. O ambiente digital aparenta tornar tudo mais fácil ou tudo mais difícil. Mais fácil porque sem olharmos olhos nos olhos de alguém sentimos que não somos julgados e tudo pode ser dito, mais facilmente "desabafamos", além disso, há uma sensação de "sempre-presença". Mais difícil porque o synopticon torna-nos vulneráveis, os nossos dados são facilmente roubados, assim como a nossa dignidade.
No fim de ver este filme dei por mim a pensar: "ainda bem que não havia internet e redes sociais na minha infância e adolescência".
Destaque ainda para:
You grow, you roar
Although disguised
I know
You'll
You'll learn to know
You grow, you grow like tornado
You grow from the inside
Destroy everything through
Destroy from the inside
Erupt like volcano
You flow through the inside
You kill everything through
You kill from the inside
You'll
You'll learn to know
I wonder if I'm allowed ever to see
I wonder if I'm allowed to ever be free
You sound so blue
You now are gloom
I wonder if I'm allowed just ever to be
25 outubro 2013
De Rouille et d'Os (2011)
E Marion Cotillard enche de novo o meu ecrã!
Esta actriz é de uma profundidade misteriosa, mas ao mesmo tempo de uma sensualidade real, sem artifícios, sem pretensões... ou então "disfarça bem"!
"De ferrugem e de osso" é realizado por Jacques Audiard (O profeta; nos meus lábios) e co-protagonizado por Matthias Schoenaerts (Ali) e Cotillard (Stephanie). Ele é um "brutamontes" insensível que deixa a Bélgica com o filho Sam de 5 anos para ir viver com a irmã e o cunhado nas Antibas. Percebe-se que a mãe do filho foi apanhada por tráfico de droga em Amesterdão e percebe-se também que Ali não nasceu para ser pai e que não consegue ter empatia com os outros. Dado o seu físico, consegue emprego como segurança de uma discoteca e numa noite conhece Stephanie que socorre quando a mesma é agredida por um cliente da discoteca. Ao levá-la a casa, percebe que a mesma é treinadora de orcas e que está numa relação "complicada".
A amizade entre os dois desenrola-se depois da recuperação de Stephanie que num ataque de orca perde as duas pernas. Ali não mostra pena ao encontrar-se com Steph, mas ajuda-a a redescobrir o gosto pela vida e a encontrar a alternativa às pernas.
Mas Ali está perdido, envolve-se em lutas clandestinas para ganhar dinheiro, tem relações "toque e foge" com outras mulheres e Steph quer mais do que amizade. Apesar de destruída, cria afectos por Ali e pela família deste e só quando quase perde o filho é que Ali começa a dar valor à amizade por Steph e mostra o quanto a ligação emocional é fundamental para o seu equilíbrio.
19 outubro 2013
Broken (2012)
Broken conta a história de Skunk, uma menina especial, abandonada pela mãe e com tendência para a bondade, especialmente para com os abandonados. Skunk tem diabetes tipo 1 e olha para a vida e para as pessoas de forma diferente, para isso contribui a sua vizinhança de famílias disfuncionais: a sua, marcada pelo abandono da mãe, por um pai ponderado e dedicado aos filhos e ao trabalho como advogado; dos vizinhos Oswald, em que o pai é violento e revoltado com a morte da mulher e as três filhas são bullyis e promiscuas, com o complexo do "podemos fazer tudo nem que seja à lei dos punhos"; e da família Buckley, um casal pacato mas hiper protector do filho doente mental Rick.
A este cenário juntam-se Kasia, a baby sitter que acaba por se envolver com o pai Archie e Mike, o ex-namorado de Kasia que acaba por se tornar professor de Skunk e que é um dos seus melhores amigos, e que nela reconhece a bondade.
A história desenvolve-se em torno dos encontros e desencontros destas famílias, tragicamente ligadas pelo espaço, pela vizinhança e que acabarão por ficar ligadas pela bondade de Skunk, pela sua inocência e pela incapacidade dos outros a tratarem mal.
O problema é que um dia a bondade de confiar no vizinho doente mental tem um desfecho dramático.
Eloise Laurence interpreta brilhantemente Skunk, com Tim Roth num registo dócil o que não deixa de ser uma grande surpresa! Da banda sonora faz parte a adaptação lírica de Colours dos Blur, cantada por Eloise Laurence.
Colours (original dos Blur)
Blue is where I want to be
Makes me feel I'm in the sea
Look at all the stars they don't need to say
Red's the color when you're dead
It gets there under your head
I don't feel the end,
I just want to be
And I know so many things
Oh well I have to sing
There's nothing left to do
And my house is made with bricks
Red dance just such a fix
There's nothing I can do
Black is where I want to stay
I forget it's in my way
But I won't hurt myself,
I'll just let it fall
White is what I was to start
But I dont want to get on top
All my life I just say everything free
And I know so many things
Her will is just for me
Puts it on the side
And her house is made of bricks
Oh well it's such a fix
Ain't there nothing left?
A este cenário juntam-se Kasia, a baby sitter que acaba por se envolver com o pai Archie e Mike, o ex-namorado de Kasia que acaba por se tornar professor de Skunk e que é um dos seus melhores amigos, e que nela reconhece a bondade.
A história desenvolve-se em torno dos encontros e desencontros destas famílias, tragicamente ligadas pelo espaço, pela vizinhança e que acabarão por ficar ligadas pela bondade de Skunk, pela sua inocência e pela incapacidade dos outros a tratarem mal.
O problema é que um dia a bondade de confiar no vizinho doente mental tem um desfecho dramático.
Eloise Laurence interpreta brilhantemente Skunk, com Tim Roth num registo dócil o que não deixa de ser uma grande surpresa! Da banda sonora faz parte a adaptação lírica de Colours dos Blur, cantada por Eloise Laurence.
Colours (original dos Blur)
Blue is where I want to be
Makes me feel I'm in the sea
Look at all the stars they don't need to say
Red's the color when you're dead
It gets there under your head
I don't feel the end,
I just want to be
And I know so many things
Oh well I have to sing
There's nothing left to do
And my house is made with bricks
Red dance just such a fix
There's nothing I can do
Black is where I want to stay
I forget it's in my way
But I won't hurt myself,
I'll just let it fall
White is what I was to start
But I dont want to get on top
All my life I just say everything free
And I know so many things
Her will is just for me
Puts it on the side
And her house is made of bricks
Oh well it's such a fix
Ain't there nothing left?
26 setembro 2013
Jon Bryant
You be a mystery and i will uncover the truth
You be the chorus and Ill be the verse to go through
you be the dynamite blasting away at the walls we take apart
you be dave livingstone, ill be his african heart
you be my walker and stay with me as i grow frail
you be the wind and direct me when i lose the sail
you be the resonance pulsing through every nerve that fails my knees
You be John Lennon, and Ill be the world that he see's
sweet midsummer nights
with you in my life
with you in my life
You be a flask and ill be the comfort you hold
You can be stranded and ill bring you in from the cold
You be the ambulance racing me back to that old familiar door
You be Theresa, and ill be your hands to the poor
You be a train track, and ill never leave you for long
you be new land, and ill plot my home in your arms
You be the coffee that brings me to life in the early winter blue
You be my lady and Ill be your man, through and through.
You be my lady and ill be your man through and through.
Jon Bryant
You be the chorus and Ill be the verse to go through
you be the dynamite blasting away at the walls we take apart
you be dave livingstone, ill be his african heart
you be my walker and stay with me as i grow frail
you be the wind and direct me when i lose the sail
you be the resonance pulsing through every nerve that fails my knees
You be John Lennon, and Ill be the world that he see's
sweet midsummer nights
with you in my life
with you in my life
You be a flask and ill be the comfort you hold
You can be stranded and ill bring you in from the cold
You be the ambulance racing me back to that old familiar door
You be Theresa, and ill be your hands to the poor
You be a train track, and ill never leave you for long
you be new land, and ill plot my home in your arms
You be the coffee that brings me to life in the early winter blue
You be my lady and Ill be your man, through and through.
You be my lady and ill be your man through and through.
Jon Bryant
21 setembro 2013
O homem que queria ser feliz (Laurent Gounelle)
Laurent Gounelle é um homem das Ciências Humanas que após uns anos pela academia se virou para o desenvolvimento pessoal percorrendo o mundo em busca de pessoas excepcionais e de histórias para contar.
A primeira, sobre os seus encontros com um sábio no Bali, pode ser encontrada em livrarias um pouco por todo o mundo afinal: onde está um homem que não quer ser feliz?
Ficam alguns excertos:
Não é dizendo às pessoas o que elas querem ouvir que as ajudamos a evoluir (p. 38)
Os seres humanos são muito apegados a tudo aquilo em que acreditam. Não procuram a verdade, querem apenas uma certa forma de equilíbrio, e conseguem construir um mundo mais ou menos coerente com base nas suas crenças e convicções. Isso tranquiliza-os, e é por isso que de forma inconsciente lhes têm tanto apego. (...) Aquilo em que acreditamos torna-se a nossa realidade. (p. 53)
Se estamos convencidos que o mundo é perigoso, vamos realmente dirigir a nossa atenção para todos os perigos reais ou potenciais, e teremos cada vez mais a impressão de viver num mundo perigoso. (p. 58)
Não é a ouvir outra pessoa falar que evoluímos. É a agir e a viver experiências. (p. 65)
Aquele que se deixar desencorajar pela primeira dificuldade que encontrar não irá longe na vida. (p. 65)
Se eu não for capaz de o perceber e ficar ofendido o problema é meu, e não seu. (...) O que pode ofender não é a mensagem, mas a maneira de a transmitir. Se formos educados, por exemplo, agradecendo ao outro a sua boa intenção, não o ofendemos. Se o ofendermos, é porque ele é muito susceptível, e nesse caso, de certa maneira, o problema é dele e não nosso.
(...)
Quando não diz a verdade às pessoas, dá-lhes a oportunidade de contornarem os seus argumentos, o que o leva a mentir mais uma vez. (p. 100)
Grande parte dos nossos medos são criações do nosso espírito. (...) é fundamental que sejamos capazes de nos voltarmos para os outros e de lhes pedirmos o que precisarmos. Todas as pessoas realizadas têm essa competência. (p. 107)
Há circunstâncias em que temos de fazer escolhas, e, portanto, de renunciar a coisas a que estamos apegados, para ficarmos com o que é para nós mais importante. (...) Se não renunciar a nada, abstém-se de escolher. E quando nos abstemos de escolher, abstemo-nos de viver a vida que gostaríamos de viver. (...)
Não podemos realizar os nossos sonhos a não ser que estejamos dispostos a fazer esforços e, se for necessário, alguns sacrifícios. (...)
Seguir o nosso caminho com o fim de nos realizarmos plenamente é como escalar uma montanha: enquanto não o tivermos feito, ignoramos que o esforço que isso exige acentua a satisfação que sentimos à chegada. Quanto maiores forem os esforços, mais intenso será o prazer, e mais tempo ficará gravado em nós. (pp. 110-111)
A primeira, sobre os seus encontros com um sábio no Bali, pode ser encontrada em livrarias um pouco por todo o mundo afinal: onde está um homem que não quer ser feliz?
Ficam alguns excertos:
Não é dizendo às pessoas o que elas querem ouvir que as ajudamos a evoluir (p. 38)
Os seres humanos são muito apegados a tudo aquilo em que acreditam. Não procuram a verdade, querem apenas uma certa forma de equilíbrio, e conseguem construir um mundo mais ou menos coerente com base nas suas crenças e convicções. Isso tranquiliza-os, e é por isso que de forma inconsciente lhes têm tanto apego. (...) Aquilo em que acreditamos torna-se a nossa realidade. (p. 53)
Se estamos convencidos que o mundo é perigoso, vamos realmente dirigir a nossa atenção para todos os perigos reais ou potenciais, e teremos cada vez mais a impressão de viver num mundo perigoso. (p. 58)
Não é a ouvir outra pessoa falar que evoluímos. É a agir e a viver experiências. (p. 65)
Aquele que se deixar desencorajar pela primeira dificuldade que encontrar não irá longe na vida. (p. 65)
Se eu não for capaz de o perceber e ficar ofendido o problema é meu, e não seu. (...) O que pode ofender não é a mensagem, mas a maneira de a transmitir. Se formos educados, por exemplo, agradecendo ao outro a sua boa intenção, não o ofendemos. Se o ofendermos, é porque ele é muito susceptível, e nesse caso, de certa maneira, o problema é dele e não nosso.
(...)
Quando não diz a verdade às pessoas, dá-lhes a oportunidade de contornarem os seus argumentos, o que o leva a mentir mais uma vez. (p. 100)
Grande parte dos nossos medos são criações do nosso espírito. (...) é fundamental que sejamos capazes de nos voltarmos para os outros e de lhes pedirmos o que precisarmos. Todas as pessoas realizadas têm essa competência. (p. 107)
Há circunstâncias em que temos de fazer escolhas, e, portanto, de renunciar a coisas a que estamos apegados, para ficarmos com o que é para nós mais importante. (...) Se não renunciar a nada, abstém-se de escolher. E quando nos abstemos de escolher, abstemo-nos de viver a vida que gostaríamos de viver. (...)
Não podemos realizar os nossos sonhos a não ser que estejamos dispostos a fazer esforços e, se for necessário, alguns sacrifícios. (...)
Seguir o nosso caminho com o fim de nos realizarmos plenamente é como escalar uma montanha: enquanto não o tivermos feito, ignoramos que o esforço que isso exige acentua a satisfação que sentimos à chegada. Quanto maiores forem os esforços, mais intenso será o prazer, e mais tempo ficará gravado em nós. (pp. 110-111)
08 setembro 2013
Pode-se vencer o medo? (Valerio Albisetti)
Valerio Albisetti é, neste momento, o autor que mais quero ler. Depois de Como atravessar o sofrimento, peguei em Pode-se vencer o medo? e a leitura foi voraz. Não são livros complexos, nem longos, mas são substanciais e fazem-me pensar, compreender e, sobretudo, ter vontade de aperfeiçoar a minha relação com os outros.
Albisetti ensina-me a compreender o que é o medo, o medo da realidade, e sobretudo porque tenho medo dessa realidade. Ensina que só olhando para a realidade com autenticidade (sem preconceitos ou certezas) podemos encontrar sinais e indicações úteis para o nosso caminho espiritual, isto porque, se estivermos ocupados com os nossos pensamentos preconcebidos, não teremos espaço para "ver". Para que isto aconteça é preciso aprender a controlar os pensamentos, são estes que "carregam" a nossa psique, a nossa alma e nos levam ao julgamento do outro, às angústias, à raiva, e... ao medo, pois o medo é o resultado das nossas "racionalizações".
Temos medo de:
.sermos nós próprios
.sermos únicos e irrepetíveis (diferentes dos outros)
.assumirmos a responsabilidade de sermos nós próprios. De conhecer e aceitar as nossas fraquezas.
.de começar a nossa própria viagem. Temos tendência a seguir os passos dos outros para "evitarmos" o peso de ter de escolher e de poder "errar", e acima de tudo para "não estarmos sozinhos"
.de sermos espirituais pois isso implica vivê-lo e dar testemunho
.de sermos amados por Deus, porque esse reconhecimento impedir-nos-ía de culpar os outros pelos nossos erros, pela nossa infelicidade, pelos nossos fracassos. "Obrigar-nos-ía a sair do nosso papel de vítimas, em que só temos pena de nós e ansiamos por compreensão e ajuda dos outros. Mas não entramos dentro de nós" (p. 22)
Nós não compreendemos o outro, porque não nos conhecemos; não o respeitamos porque não nos respeitamos. Preferimos abdicar de nós, da nossa especificidade perdendo assim a oportunidade de recebermos os nossos carismas e fazê-los frutificar.
Passei a vida inteira a procurar, a compreender, desde que era menino, mas agora sei qual é o caminho: o espiritual.
Embora ainda tropece e, por vezes, caia e perca a direcção, sei que Deus me ama desde sempre, desde que nasci, e até antes; e sei que quero fazer a minha viagem, realizar a missão para que me enviou a esta terra. Amo-O.
Quando não me esqueço da sua presença em mim nem do seu infinito amor por mim, não sei o que é o medo. (...)
Viver espiritualmente significa acreditar que o que acontece tem um sentido e nos ensina sempre algo de útil para a nossa viagem.
O espírito não tem medo.
Viver o espírito produz paz, alegria e serenidade.
Quando deixamos a nossa psique dominar-nos, prevalecem os pensamentos, pois a psique exprime-se através do corpo. Se os nossos pensamentos não forem serenos o resultado serão distúrbios psicossomáticos. Nós somos os nossos pensamentos! Os pensamentos movem as nossas atitudes e comportamentos. Uma pessoa pode agredir-nos verbal e fisicamente, mas isso acontece fora de nós, E só entrará em nós se deixarmos. O que sentimos dentro de nós pertence só a nós e a Deus. A interioridade é o único lugar onde podemos deixar entrar apenas quem quisermos, e o que quisermos.
A confiança em nós afasta o medo, mas a sociedade em que vivemos só existe porque existe o medo... Se houvesse mais Deus nas nossas vidas, haveria maior paz, maior tranquilidade...
Curei-me quando deixei de ter medo.
Quando decidi nunca mais escolher os pensamentos negativos, o medo, o terror, o sentimento de inferioridade, de infelicidade e de culpa, mas escolher os pensamentos positivos e a paz interior.
Quando decidi nunca mais me sentir um ser a que falta alguma coisa que só os outros podem dar.
Quando decidi nunca mais construir relações baseadas em necessidades mútuas.
Quando decidi abandonar a falta de confiança e nunca mais me sentir infeliz, quando os outros não satisfazem as minhas exigências.
Quando decidi nunca mais acreditar que os outros possuem coisas que eu não tenho.
Quando decidi nunca mais tentar mudar as pessoas que me rodeiam para satisfazer as minhas necessidades.
Quando, em vez disso, decidi escolher pensamentos positivos, aceitar-me a mim próprio e aos outros pelo que somos - porque nenhum de nós tem tudo o que precisa -, nunca mais pus limitações ou condições ao amor que sinto e procuro, sobretudo, a serenidade interior.
Albisetti ensina-me a compreender o que é o medo, o medo da realidade, e sobretudo porque tenho medo dessa realidade. Ensina que só olhando para a realidade com autenticidade (sem preconceitos ou certezas) podemos encontrar sinais e indicações úteis para o nosso caminho espiritual, isto porque, se estivermos ocupados com os nossos pensamentos preconcebidos, não teremos espaço para "ver". Para que isto aconteça é preciso aprender a controlar os pensamentos, são estes que "carregam" a nossa psique, a nossa alma e nos levam ao julgamento do outro, às angústias, à raiva, e... ao medo, pois o medo é o resultado das nossas "racionalizações".
Temos medo de:
.sermos nós próprios
.sermos únicos e irrepetíveis (diferentes dos outros)
.assumirmos a responsabilidade de sermos nós próprios. De conhecer e aceitar as nossas fraquezas.
.de começar a nossa própria viagem. Temos tendência a seguir os passos dos outros para "evitarmos" o peso de ter de escolher e de poder "errar", e acima de tudo para "não estarmos sozinhos"
.de sermos espirituais pois isso implica vivê-lo e dar testemunho
.de sermos amados por Deus, porque esse reconhecimento impedir-nos-ía de culpar os outros pelos nossos erros, pela nossa infelicidade, pelos nossos fracassos. "Obrigar-nos-ía a sair do nosso papel de vítimas, em que só temos pena de nós e ansiamos por compreensão e ajuda dos outros. Mas não entramos dentro de nós" (p. 22)
Nós não compreendemos o outro, porque não nos conhecemos; não o respeitamos porque não nos respeitamos. Preferimos abdicar de nós, da nossa especificidade perdendo assim a oportunidade de recebermos os nossos carismas e fazê-los frutificar.
Passei a vida inteira a procurar, a compreender, desde que era menino, mas agora sei qual é o caminho: o espiritual.
Embora ainda tropece e, por vezes, caia e perca a direcção, sei que Deus me ama desde sempre, desde que nasci, e até antes; e sei que quero fazer a minha viagem, realizar a missão para que me enviou a esta terra. Amo-O.
Quando não me esqueço da sua presença em mim nem do seu infinito amor por mim, não sei o que é o medo. (...)
Viver espiritualmente significa acreditar que o que acontece tem um sentido e nos ensina sempre algo de útil para a nossa viagem.
O espírito não tem medo.
Viver o espírito produz paz, alegria e serenidade.
Quando deixamos a nossa psique dominar-nos, prevalecem os pensamentos, pois a psique exprime-se através do corpo. Se os nossos pensamentos não forem serenos o resultado serão distúrbios psicossomáticos. Nós somos os nossos pensamentos! Os pensamentos movem as nossas atitudes e comportamentos. Uma pessoa pode agredir-nos verbal e fisicamente, mas isso acontece fora de nós, E só entrará em nós se deixarmos. O que sentimos dentro de nós pertence só a nós e a Deus. A interioridade é o único lugar onde podemos deixar entrar apenas quem quisermos, e o que quisermos.
A confiança em nós afasta o medo, mas a sociedade em que vivemos só existe porque existe o medo... Se houvesse mais Deus nas nossas vidas, haveria maior paz, maior tranquilidade...
Curei-me quando deixei de ter medo.
Quando decidi nunca mais escolher os pensamentos negativos, o medo, o terror, o sentimento de inferioridade, de infelicidade e de culpa, mas escolher os pensamentos positivos e a paz interior.
Quando decidi nunca mais me sentir um ser a que falta alguma coisa que só os outros podem dar.
Quando decidi nunca mais construir relações baseadas em necessidades mútuas.
Quando decidi abandonar a falta de confiança e nunca mais me sentir infeliz, quando os outros não satisfazem as minhas exigências.
Quando decidi nunca mais acreditar que os outros possuem coisas que eu não tenho.
Quando decidi nunca mais tentar mudar as pessoas que me rodeiam para satisfazer as minhas necessidades.
Quando, em vez disso, decidi escolher pensamentos positivos, aceitar-me a mim próprio e aos outros pelo que somos - porque nenhum de nós tem tudo o que precisa -, nunca mais pus limitações ou condições ao amor que sinto e procuro, sobretudo, a serenidade interior.
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